O retorno de Jedi… quer dizer, Gilberto
Classificação: AA
Ano de lançamento: 1961
Melhor música: BOLINHA DE PAPEL
- Samba da minha terra (Dorival Caymmi)
- O Barquinho (Roberto Menescal / Ronaldo Boscoli)
- Bolinha de papel (Geraldo Pereira)
- Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)
- A primeira vez (Bide / Marçal)
- O amor em paz (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
- Você e Eu (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
- Trem de ferro (Trenzinho) (Lauro Maia)
- Coisa mais linda (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
- Presente de Natal (Nelcy Noronha)
- Insensatez (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
- Este seu olhar (Antonio Carlos Jobim)
Comentário:
Como bom baiano, João Gilberto dá uma nítida relaxada em seu terceiro disco. A fórmula vencedora dos dois primeiros álbuns é repetida descaradamente, com sambas clássicos e desconhecidos intercalados com pérolas bossanovísticas. Nem mesmo um título ele se deu ao trabalho de dar ao disco, que pela primeira vez não traz nenhuma composição própria.
Mas o que dizer desse repertório, meu Deus? É uma porrada atrás da outra – no sentido Joãogilbertiano da expressão, é claro. Se acrescenta pouco ao legado do cantor àquela altura, o disco de 1961 é tão obrigatório quanto os demais e fecha a trilogia clássica do mestre. A carreira de João sem esse disco seria como a de Star Wars sem “O Retorno de Jedi”. Pode não ser o melhor filme do mundo, mas é indispensável para a história...
Faixa a faixa:
Samba da minha terra: Canção genial, interpretada de forma genial, só para variar. Nota 10
O Barquinho: Versão apressada da canção mais clichê da bossa nova. Nota 8
Bolinha de papel: Sambinha delicioso que ganha de dimensões imortais nas mãos e na voz de JG. Nota 10
Saudade da Bahia: Mais um Caymmi, receita certeira para um disco bem sucedido. Nota 9
A primeira vez: Voz e violão preenchem todos os espaços. Para tocar nas escolas de música. Nota 9
O amor em paz: Mais um clássico que recebeu o raio “joãogilbertizador”. Nota 9
Você e Eu: Vinícius é f***. Interpretado por João, então… Nota 9
Trem de ferro (Trenzinho): Marchinha matadora, com direitos a efeitos sonoros de João. Nota 9
Coisa mais linda: É um clássico atrás do outro, aqui nem mesmo o ouvinte mais exigente resiste. Nota 9
Presente de Natal: Talvez a mais fraca do disco. Mas vira imortal perto de canções natalinas recentes, como a famigerada Mary Cristo, dos Tribalistas. Nota 7
Insensatez: Pra variar, insensatez foi não fechar o disco com esse colosso em formato de música. Nota 10
Este seu olhar: Ótima, só precisava ser a última canção do disco. Nota 8
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