João Gilberto Prado Pereira de Oliveira

Justa homenagem

PradoPereiradeOliveira

Classificação: BBB

Ano de lançamento: 1980

Melhor música: EU E A BRISA

Faixas:

  1. Menino Do Rio (Caetano Veloso)
  2. Curare (Bororó)
  3. Retrato Em Branco e Preto (Chico Buarque / Antonio Carlos Jobim)
  4. Chega de Saudade (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
  5. Desafinado (Newton Mendonça / Antonio Carlos Jobim)
  6. O Pato (Jayme Silva / Neusa Teixeira)
  7. Eu e a Brisa (Johnny Alf)
  8. Jou Jou e Balangandans (Lamartine Babo)
  9. Canta Brasil (David Nasser / Alcyr Pires Vermelho)
  10. Aquarela Do Brasil (Ary Barroso)
  11. Bahia Com H (Denis Brian)
  12. Tim Tim Por Tim Tim (Geraldo Jacques / Haroldo Barbosa)
  13. Estate (Bruno Martino / Bruno Brighetti)

Comentário:

Crianças, era uma vez, há não muito tempo, em uma galáxia bem próxima, uma rede de televisão que exibia, em horário nobre, programas especiais com alguns dos melhores artistas de seu tempo. Em 1980, a Rede Globo exibiu um musical com ninguém menos que ele. Sim, João Gilberto Prado Pereira de Oliveira.

Ideia muito apropriada a de batizar o especial de TV e o disco que o seguiu pelo nome completo de João. Afinal, trata-se de uma espécie de resumo de quase toda a carreira dele até aquele momento. Para a homenagem ficar completa, faltou apenas alguma canção do Álbum Branco e pelo menos uma composição própria.

Nesse contexto, era inevitável que João repetisse alguns de seus standards. Estão lá “Chega de Saudade”, com a graciosa participação da então menina Bebel Gilberto, além de “O Pato” e “Desafinado”. Mas a apresentação também nos reserva algumas surpresas, como a participação de Rita Lee em “Jou Jou e Balangandans”, e versões melhores de “Bahia Com H” e “Aquarela do Brasil” do que no disco que ele gravaria com Caetano, Gil e Bethania no ano seguinte.

Embora válido, é preciso dizer que o álbum, no frigir dos ovos, é pouco relevante para os fãs de João. E quem já não tem muito apreço pelo pai da bossa nova provavelmente não encontrará aqui muitas razões para mudar de ideia. Para os últimos, aconselho que ouçam com atenção pelo menos a delicada versão de “Eu e a Brisa”, de Johnny Alf. E mais não digo.

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