Por Aí

Testamento morto

por aí

Classificação: CCC

Ano de lançamento: 1991

Melhor música: NÃO HÁ PERDÃO PARA O CHATO

Faixas:

  1. Não Há Perdão Para o Chato (Arnaldo Antunes / Cazuza / Zaba Morreau)
  2. Paixão (João Rebouças / Cazuza)
  3. Portuga (Orlando Morais / Cazuza)
  4. Hei Rei! (Frejat / Cazuza)
  5. Camila, Camila (Thedy Corrêa / Sady Homrich / Carlos Stein)
  6. Por Aí (Frejat / Cazuza)
  7. Androide Sem Par (Cazuza / George Israel / Nilo Romero)
  8. Cavalos Calados (Raul Seixas)
  9. Summertime (Dubose Heyward /George Gershwin)
  10. Oriental II (Rogério Meanda / Cazuza)
  11. O Brasil Vai Ensinar o Mundo (Renato Rocketh / Cazuza)

Comentário:

Para mim, existem dois tipos de discos póstumos: os “caça-níqueis” ou os “raspa-tacho” (alguns são os dois ao mesmo tempo). Uns poucos se salvam do clichê, é claro, mas não me parece ser o caso de Por Aí. Lançado um ano depois da morte de Cazuza, traz principalmente sobras das gravações de “Burguesia”, um disco já marcado por várias canções no mínimo esquecíveis.

Raspa-tacho, sim. Agora, coloquem-se no lugar da dona Lucinha. Com canções suficientes para mais um disco do filho, por que não lançá-las? Definitivamente, não se trata de dinheiro, mas de manter viva a obra musical de Cazuza.

Embora “Por Aí” tenha várias qualidades e curiosidades que merecessem ser reveladas, nenhuma canção se sobressai. Para alguém que viveu todos os excessos como Cazuza, a frieza do conjunto só reforça a ausência do grande artista que se foi...

Faixa a faixa:

Não Há Perdão Para O Chato: “O reino dos céus é do chato, do otário e do cagão”. Sensacional. Nota 8

Paixão: Baladinha inofensiva, que remete ao Cazuza dos primeiros discos-solo. Nota 6

Portuga: Outra letra divertida, se encaixaria bem no repertório de “Burguesia”. Nota 7

Hei Rei!: Uma singela homenagem ao parceiro de Barão, musicada pelo próprio Frejat. Nota 6

Camila, Camila: Cazuza fez pequenas mudanças na letra que transformaram, para muito melhor, a canção do Nenhum de Nós. Mas o arranjo infelizmente estraga tudo. Nota 6

Por Aí: Não chega aos pés da versão original do primeiro disco do Barão. Nota 5

Androide Sem Par: Uma besteira que só os fãs mais ardorosos de Cazuza vão gostar. Nota 4

Cavalos Calados: Cazuza psicografa Raul. Ou seria o contrário? Mórbida até a medula. Nota 7

Summertime: Versão que, de tão esganiçada e dolorida, honra a original. Nota 6

Oriental II: Longa e chata, devia ter ficado nos arquivos. Nota 3

O Brasil Vai Ensinar o Mundo: A profecia de Cazuza ainda parece longe de se cumprir… Nota 4

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