Na Calada da Noite

Maioridade musical

nacaladadanoite

Classificação: A

Ano de lançamento: 1990

Melhor música: BEIJOS DE ARAME FARPADO ou O POETA ESTÁ VIVO

Faixas:

  1. Política Voz (Jorge Salomão / Roberto Frejat)
  2. O Invisível (Dé / Guto Goffi / Jorge Salomão / Roberto Frejat)
  3. Na Calada da Noite (Roberto Frejat / Luiz Melodia)
  4. Beijos de Arame Farpado (Dé / Ezequiel Neves / Sérgio Serra)
  5. Sonhos pra Voar (Roberto Frejat / Guto Goffi)
  6. Seco (Jorge Salomão / Roberto Frejat)
  7. Tão Longe de Tudo (Guto Goffi)
  8. A Voz da Chuva (Ezequiel Neves / Roberto Frejat / Sérgio Serra)
  9. Tua Canção (Roberto Frejat / Sérgio Serra)
  10. Invejo os Bichos (Fernando Magalhães / Paulo Humberto Pizziali / Roberto Frejat)
  11. O Poeta Está Vivo (Roberto Frejat / Dulce Quental)

Comentário:

Se fosse julgar um disco apenas pelo fator competência, Na Calada da Noite mereceria um AAA. O Barão chegou a um nível de produção e concisão musical que pouquíssimas bandas nacionais alcançaram. E pensar que o grupo chegou a esse resultado em meio a uma “crise de identidade” só faz aumentar o valor o disco.

Depois de Cazuza, que morreria naquele fatídico ano de 1990, e de Maurício Barros, foi a vez do baixista Dé pedir o boné. E com direito a barraco. Diz a lenda (eu me lembro de ter lido em algum lugar) que, ao justificar a saída, ele acusou Frejat de não deixar os outros integrantes da banda aparecerem.

Desculpe, Dé. Mas a essa altura o Barão já era mais que propriedade de Roberto Frejat. Com o fiel escudeiro e compositor revelação Guto Goffi, ele refez o grupo dos escombros ao efetivar os músicos Fernando Magalhães (guitarra) e Peninha (percussão), que já acompanhavam o Barão no estúdio e em turnês. E para o lugar de Dé, Frejat chamou apenas o melhor baixista disponível no planeta: Dadi Carvalho, ex-Novos Baianos e ex-todos os artistas da MPB.

Como os músicos já tocavam juntos, não houve problemas de entrosamento na gravação. Ao contrário, o Barão nunca tocou tão bem. Nenhuma canção do disco é ruim, embora não haja nenhuma “DEZ, NOTA DEZ!”, como diria o cara que narra a apuração das escolas de samba. Nem mesmo “O Poeta Está Vivo”, a emocionante (pedante para os críticos) música que fecha Na Calada da Noite com um gostinho de aurora…

Faixa a faixa:

Política Voz: O riff pegajoso pega logo nos primeiros segundos da canção. Depois a coisa só melhora. Nota 9

O Invisível: Típico rock do Barão, com bom riff, mas um tanto genérico. Nota 7

Na Calada da Noite: Grande parceria com Luiz Melodia, um achado do disco. Nota 8

Beijos de Arame Farpado: Suingada até dizer chega. Peninha destrói na percussão! Nota 9

Sonhos pra Voar: Boa canção, mas abaixo do nível geral do disco. Nota 7

Seco: Vinheta que funciona bem tanto no vinil como no CD. Nota 7

Tão Longe de Tudo: Guto Goffi dispensou Frejat e compôs sozinho esse clássico absoluto do Barão. Nota 9

A Voz da Chuva: Barão em um dos seus momentos mais pop. Até a coisa degringolar anos mais tarde… Nota 7

Tua Canção: Baladão que entrega o que promete. Nota 8

Invejo os Bichos: Rock sensacional, podia virar trilha de algum documentário do Discovery... Nota 9

O Poeta Está Vivo: Virou um hino do Barão e uma singela homenagem a Cazuza. Nota 9

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