Supermercados da Vida

Uma banda e seus preços

supermercados da vida

Classificação: BBB

Ano de lançamento: 1992

Melhor música: PEDRA, FLOR E ESPINHO

Faixas:

  1. Fúria e Folia (Roberto Frejat / Jorge Salomão)
  2. Odeio-te, Meu Amor (Ezequiel Neves / Guto Goffi)
  3. Pedra, Flor e Espinho (Roberto Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental)
  4. Flores Do Mal (Roberto Frejat / Guto Goffi)
  5. Azul, Azulão (Roberto Frejat / Jorge Salomão / Guto Goffi)
  6. Fogo De Palha (Roberto Frejat / Dulce Quental)
  7. Fios Elétricos (Clemente / Roberto Frejat)
  8. Supermercados Da Vida (Roberto Frejat / Jorge Salomão)
  9. Sombras No Escuro (Roberto Frejat / Guto Goffi)
  10. Cidade Fria (Fernando Magalhães / Guto Goffi)
  11. A Noite Não Acabou (Paulo Humberto Pizziali)
  12. Comendo Vidro (Jorge Salomão / Guto Goffi)
  13. Portos Livres (Roberto Frejat / Dulce Quental)*
  14. Marcas No Pescoço (Chacal / Mimi Lessa)*

*Faixas bônus

Comentário:

Foram tantas as chegadas e partidas nos últimos anos que, àquela altura do campeonato, era difícil dizer quem era o Barão Vermelho em 1992, quando Supermercados da Vida chegou às lojas. Se você já se perdeu, não se preocupe: tio Vinícius te ajuda a se localizar:

  • 1988 – Sai Maurício Barros
  • 1990 – Sai Dé / Entram Dadi, Peninha e Fernando Magalhães
  • 1992 – Sai Dadi / Entra Rodrigo Santos

Por fim chegamos ao quinteto com Frejat, Guto Goffi, Fernando Magalhães, Peninha e Rodrigo Santos, que seria a formação mais estável de toda a carreira do grupo.

Não que alguém estivesse preocupado com as constantes substituições. O Barão chegara àquela fase em que a marca era mais importante do que quem estava por trás dela. Quer dizer, desde que Frejat ainda estivesse no comando das guitarras e vocais e Guto Goffi se encarregasse de carregar o piano das letras.

Como toda boa marca, o Barão chegou a sua própria “fórmula da Coca-Cola”. Com rocks com riffs grudentos, percussões malemolentes e boas baladas, Supermercados da Vida é satisfação na certa ou seu dinheiro de volta. Mais irregular e tanto repetitivo, perde um pouco na comparação com o disco anterior, mas diverte tanto quanto.

Faixa a faixa:

Fúria e Folia: Porrada certeira para começar, mas que derrapa no fim com a súbita mudança no ritmo. Nota 8

Odeio-te, Meu Amor: Um quase punk que caberia bem em algum dos discos iniciais do Barão. Nota 8

Pedra, Flor e Espinho: Consegue a façanha de fazer dançar e balançar a cabeça ao mesmo tempo! Nota 9

Flores Do Mal: Balada com a cara de Guto Goffi, chegou a tocar nas rádios, mas não era pra tanto. Nota 7

Azul, Azulão: Rock um tanto genérico, mas que entrega o que promete. Nota 6

Fogo De Palha: Como diz o título, é boa não vai muito longe. Nota 6

Fios Elétricos: Outra boa canção, mas igual a uma penca do Barão (Cruzes, Cruzamentos, Encruzilhadas = Pense, Dance, Pense, Pense, Dance???). Nota 6

Supermercados Da Vida: Peninha deita e rola na percussão e dá vida aos supermercados. Nota 7

Sombras No Escuro: Passa meio batida, mas é uma boa canção perdida no repertório do Barão. Nota 8

Cidade Fria: Cheia de viradas e maneirismos, (mais) uma boa surpresa do disco. Nota 7

A Noite Não Acabou: Mais uma que parece psicografada de Cazuza… Nota 7

Comendo Vidro: Blues feito sob medida para Frejat cantar. Nota 8

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