Puro Êxtase

Puro engodo…

Puro-extase

Classificação: CC

Ano de lançamento: 1998

Melhor música: VOU CORRENDO ATÉ VOCÊ

Faixas:

  1. Iceberg (Matilda Kovak / Roberto Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental)
  2. Puro Êxtase (Guto Goffi / Maurício Barros)
  3. Por Você (Mauro Santa Cecília / Roberto Frejat / Maurício Barros)
  4. Presente Ordinário (Roberto Frejat / Nando Reis)
  5. Cena De Cinema (Bernardo Vilhena / Lobão / Marina Lima)
  6. Quando Você Não Está Por Perto (Roberto Frejat / Guto Goffi)
  7. Vou Correndo Até Você (Mauro Santa Cecília / Fernando Magalhães / Maurício Barros)
  8. O Sono Vem (Rodrigo Santos)
  9. No Topo Do Mundo (Roberto Frejat / Dulce Quental)
  10. Estranho Exemplo (Roberto Frejat / Nando Reis)

Comentário:

Até o lançamento de Puro Êxtase, no hoje longínquo 1998, imaginava que o terrível Álbum, o disco que o Barão Vermelho colocou nas lojas dois anos antes, fosse apenas um escorregão. Natural para uma banda que precisou se afirmar pelo duas vezes e por pouco não ficou pelo caminho.

Não estava nem um pouco preparado, portanto, para o impacto que foi ouvir na rádio pela primeira vez os primeiros acordes, quer dizer, batidas da faixa título do novo disco do Barão. Nada parecia se encaixar direito: os vocais de Frejat, as batidas pseudo-tecno, a letra muito distante da temática do Barão D.C. (depois de Cazuza)…

Não estava preparado, mas devia estar. Para quem não se lembra, havia na época uma onda tecno no rock internacional, graças a artistas como Chemical Brothers e Prodigy, que conseguiram fazer música para dançar e, ao mesmo tempo, chacoalhar cabeças. Vários medalhões, incluindo U2 e David Bowie, foram atraídos pela maré, e por aqui não foi diferente.

No caso do Barão, a tentativa de fazer música tecno não passou disso. O máximo que Puro Êxtase conseguiu foi ser um disco dançante em alguns momentos. Não chega nem perto da experimentação que foi o disco do Ira!, que saiu no mesmo ano. O resultado final fica mais para uma cópia mal feita de algum enlatado gringo… Puro engodo.

Faixa a faixa:

Iceberg: Um disco que quer soar “moderno” não pode dispensar uma distorção nos vocais, não é mesmo? Nota 5

Puro Êxtase: Passado o choque inicial, até que dá para se divertir com a música, que virou um dos últimos hits do Barão. Nota 7

Por Você: Uma das piores letras do rock nacional em todos os tempos estraga a boa canção, que também tocou nas rádios. Nota 4

Presente Ordinário: Nando Reis traz um pouco de dignidade para o disco, mas não faz milagre. Nota 6

Cena de Cinema: Versão supostamente tecno da canção de Lobão, mas que não passa de um remix mal feito. Nota 3

Quando Você Não Está Por Perto: Balada ao velho estilo Barão, só que bem mais frouxa. Nota 5

Vou Correndo Até Você: Prova de que a banda não precisa se escorar em batidas eletrônicas para fazer uma boa faixa dançante. Nota 7

O Sono Vem: Música e letra do baixista Rodrigo Santos. Não é ruim, mas o título diz tudo: dá sono. Nota 6

No Topo do Mundo: Merecia ter feito mais sucesso. É tão boa quanto “Puro Êxtase”. Nota 7

Estranho Exemplo: Canção convencional, com um final longo e desnecessário. Péssimo exemplo. Nota 4

Comentários

  1. Quando terminar a discografia do Barão, você irá comentar os discos de outras bandas dos anos 80, como Paralamas, Titãs ou Capital Inicial?

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  2. Estou pensando em fazer discografias alternadas. O próximo da fila seria o Chico Buarque, mas como ele tem muuuitos discos, vou alternar com os Titãs... Abs!

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