Universo ao redor dela

Classificação: AA
Comentário:
Seja por mérito próprio ou por falta de concorrência, Marisa Monte é a artista mais bem sucedida de sua geração, uma espécie de Caetano Veloso da geração “X”. Mais do que a voz – belíssima, embora um tanto convencional – foi o talento na composição e a incrível capacidade de planejar cada passo da carreira que a fez se destacar das demais cantoras que brotavam e ainda brotam por aí.
Com uma rara capacidade de agradar a gregos (“populares”) e troianos (“eruditos”), Marisa hoje é uma das poucas artistas que faz o que quer, quando quer, onde quer e porque quer.
Com lançamentos bissextos (foram só sete álbuns 100% de estúdio em mais de duas décadas de carreira, incluindo aí os Tribalistas), mas sempre caprichados e cercados por uma estratégia certeira de marketing, cada passo da cantora é um grande acontecimento midiático. Mas nada disso lhe valeria se não viesse acompanhado do que realmente importa: grandes canções, com interpretações que quase sempre tiram o máximo delas.
Outro grande dom de Marisa é o de cercar das pessoas certas e resgatar artistas brilhantes do ostracismo. Ela foi uma das primeiras a dar um lustre mais artístico às canções dos Titãs, para depois se apropriar de pelo menos dois deles como parceiros de composição (e pelo menos um deles um parceiro de… ah, deixa pra lá). E também foi uma das principais responsáveis pela redescoberta da Velha Guarda da Portela.
Nos últimos tempos, a fórmula bem sucedida de Marisa começou a dar sinais de esgotamento. Mas não duvido que no próximo disco, que pode sair daqui a um ou dez anos, ela consiga surpreender novamente, nem que para isso seja preciso recorrer a seus amigos Titãs ou Carlinhos Brown…
Discografia e classificação (atualizada em outubro de 2017):
Classificação: AA
Comentário:
Seja por mérito próprio ou por falta de concorrência, Marisa Monte é a artista mais bem sucedida de sua geração, uma espécie de Caetano Veloso da geração “X”. Mais do que a voz – belíssima, embora um tanto convencional – foi o talento na composição e a incrível capacidade de planejar cada passo da carreira que a fez se destacar das demais cantoras que brotavam e ainda brotam por aí.
Com uma rara capacidade de agradar a gregos (“populares”) e troianos (“eruditos”), Marisa hoje é uma das poucas artistas que faz o que quer, quando quer, onde quer e porque quer.
Com lançamentos bissextos (foram só sete álbuns 100% de estúdio em mais de duas décadas de carreira, incluindo aí os Tribalistas), mas sempre caprichados e cercados por uma estratégia certeira de marketing, cada passo da cantora é um grande acontecimento midiático. Mas nada disso lhe valeria se não viesse acompanhado do que realmente importa: grandes canções, com interpretações que quase sempre tiram o máximo delas.
Outro grande dom de Marisa é o de cercar das pessoas certas e resgatar artistas brilhantes do ostracismo. Ela foi uma das primeiras a dar um lustre mais artístico às canções dos Titãs, para depois se apropriar de pelo menos dois deles como parceiros de composição (e pelo menos um deles um parceiro de… ah, deixa pra lá). E também foi uma das principais responsáveis pela redescoberta da Velha Guarda da Portela.
Nos últimos tempos, a fórmula bem sucedida de Marisa começou a dar sinais de esgotamento. Mas não duvido que no próximo disco, que pode sair daqui a um ou dez anos, ela consiga surpreender novamente, nem que para isso seja preciso recorrer a seus amigos Titãs ou Carlinhos Brown…
Discografia e classificação (atualizada em outubro de 2017):
- MM (1989) – BBB
- Mais (1991) – AA
- Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão (1994) – AA
- Barulhinho Bom (1996) – BBB
- Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000) – B
- Tribalistas (com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown) (2002) – AA
- Infinito Particular (2006) – A
- Universo Ao Meu Redor (2006) – BBB
- O Que Você Quer Saber de Verdade (2011) – B
- Verdade, uma Ilusão – ao vivo (2014) – não avaliado
- Coleção – 2016 – BB
- Tribalistas (com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown) - BBB
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