Isso É Amor

Um álbum caça-níqueis? Sim, mas pelo menos honesto

ira isso é amor

Classificação: A

Ano de lançamento: 1999

Melhor música: O Telefone

Faixas:

  1. Bebendo vinho (Wander Wildner)
  2. Teorema (Dado Villa-Lobos - Renato Russo - Marcelo Bonfá)
  3. O Telefone (Julio Barroso)
  4. Chorando no campo (Bernardo Vilhena - Lobão)
  5. Flashback (Cláudio Rabello - Dalto)
  6. Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges - Lô Borges)
  7. Mudança de comportamento (Edgard Scandurra)
  8. O que me importa (Cury)
  9. Jorge Maravilha (Julinho da Adelaide)
  10. Abraços e brigas (Taciana Barros - Edgard Scandurra)
  11. Sentado à beira do caminho (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
  12. A vida tem dessas coisas (Bernardo Vilhena - Ritchie)
  13. Alegria de viver (Alegria de vivir) (R.Heredia)
  14. Minha gente amiga (San Martin - Ronnie Von)

Comentário:

Não há muito o que dizer sobre um álbum de covers. Para o Ira!, tratou-se de um passo natural, já que nos discos anteriores praticamente a metade das canções era formada por releituras. No caso de Isso É Amor, trata-se de um disco de covers "conceitual". Todas as canções, de um modo ou de outro, falam de sentimentos. A seleção, por bem, não foi óbvia. Basta comparar com o disco que os Titãs fizeram no mesmo ano. Algumas versões ficaram realmente boas, algumas até mais adequadas à voz destroçada de Nasi do que as próprias canções do Ira!

Faixa a faixa:

Bebendo vinho: O relativo sucesso da canção ajudou a tornar cult o gaúcho Wander Wildner. Nota 8

Teorema: Praticamente igual à versão da Legião. Nota 8

O Telefone: Sensacional versão da Gang 90, com uma inspirada Fernanda Takai nos vocais. Nota 10

Chorando no campo: Versão punk do clássico do Lobão. Nota 9

Flashback: Mais uma boa e nada óbvia sacada. Nota 9

Um girassol da cor de seu cabelo: Incrível como ninguém consegue superar o original do Clube da Esquina. A participação de Samuel Rosa não ajuda em nada. Nota 5

Mudança de comportamento: Nasi lembra um cover de si próprio nesta releitura. Nota 7

O que me importa: Marisa Monte regravou essa música na mesma época, mas a versão do Ira! é melhor. Nota 8

Jorge Maravilha: Bom resgate de Chico Buarque, ops, Julinho da Adelaide. Nota 8 

Abraços e brigas: Boa canção da fase solo de Scandurra. Nota 8

Sentado à beira do caminho: Um pouco mais de peso em relação à maravilhosa composição de Roberto e Erasmo. Nota 9

A vida tem dessas coisas: Mais um revival dos anos 80, em uma versão bem convencional. Nota 7

Alegria de viver: Outro bom achado do disco, desta vez na voz de Scandurra. Nota 8

Minha gente amiga: Ira! resgata Ronnie Von para fechar o disco, em uma versão à la Santana e bem próxima à original. Nota 9

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