E o último dia do resto da vida d’Os Mutantes

Classificação: BBB
Ano de lançamento: 1972
Melhor música: De Novo Aqui Meu Bom José
Faixas:
Comentário:
Ainda havia vida no planeta Mutante. A história diz que a banda queria usar um novo estúdio de 16 canais, última tecnologia que acabava de chegar (atrasado, como sempre) à terrinha. Como já haviam gravado um disco naquele ano, a solução foi creditar “Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida” como um solo de Rita.
Só que quem manda mesmo é Arnaldo. O nome dele está presente em todas as composições e, se Rita canta na maioria das faixas, foi só porque ele deixou. E posso apostar que praticamente todas as doidices – e há muitas por aqui – vieram da cabecinha amalucada dele.
As drogas corriam ainda mais soltas do que em Baurets, como revelam as letras (Que tal um cha cha cha / Pra gente se achar…). A sonoridade não fica para trás, a ponto de um ouvinte mais desprevinido (como eu) achar que exagerou no chá…
Embora não sejam tão boas como em Jardim Elétrico, por exemplo, as canções do disco são as mais ousadas d’Os Mutantes em muito tempo. É difícil imaginar que pouco tempo depois Rita deixaria a banda. Muito menos que Arnaldo se afogaria (na lingerie?)
Faixa a faixa:
Vamos Tratar da Saúde: É quase possível ver a fumaça, do chá e das outras substâncias que Os Mutantes usavam para “se tratar”. Nota 8
Beija-Me, Amor: Delícia de paródia, cantada por Rita e Sérgio, só que este na guitarra. Nota 9
Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida: A cozinha Nota 8
Teimosia: Divertida, principalmente pelo vocal de Rita. Nota 7
Frique Comigo: É até difícil de escolher, mas pela letra ganha o título de faixa mais chapada do disco. Nota 7
Amor Branco e Preto: Sambinha de declaração de amor ao Corinthians, que na época era uma espécie de Palmeiras. Nota 7
Tiroleite: Deve ter sido inspirada em fatos reais. Rita e cia chapados, assistindo ao pessoal da Cantareira na labuta diária na fazenda. Nota 8
Tapupukitipa: Prova de que Arnaldo sabia como experimentar sem copiar os gringos. Nota 8
De Novo Aqui Meu Bom José: É a mais “Rita Lee” de todas as canções, com a banda detonando no instrumental e abusando de todos os canais do estúdio. Nota 8
Superfície do Planeta: Essa é Arnaldo na veia. Apoteótica, quase um “The End” d’Os Mutantes, com direito a tiração de sarro no fim. Nota 8
Classificação: BBB
Ano de lançamento: 1972
Melhor música: De Novo Aqui Meu Bom José
Faixas:
- Vamos Tratar da Saúde (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Liminha)
- Beija-Me, Amor (Arnaldo Baptista / Élcio Decário)
- Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (Arnaldo Baptista / Sérgio Dias)
- Teimosia (Rita Lee / Arnaldo Baptista / Liminha)
- Frique Comigo (Arnaldo Baptista / Dinho / Sérgio Dias / Rita Lee)
- Amor Branco e Preto (Rita Lee / Arnaldo Baptista)
- Tiroleite (Arnaldo Baptista / Sérgio Dias / Rita Lee / Liminha)
- Tapupukitipa (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
- De Novo Aqui Meu Bom José (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Liminha / Sérgio Dias)
- Superfície do Planeta (Arnaldo Baptista)
Comentário:
Ainda havia vida no planeta Mutante. A história diz que a banda queria usar um novo estúdio de 16 canais, última tecnologia que acabava de chegar (atrasado, como sempre) à terrinha. Como já haviam gravado um disco naquele ano, a solução foi creditar “Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida” como um solo de Rita.
Só que quem manda mesmo é Arnaldo. O nome dele está presente em todas as composições e, se Rita canta na maioria das faixas, foi só porque ele deixou. E posso apostar que praticamente todas as doidices – e há muitas por aqui – vieram da cabecinha amalucada dele.
As drogas corriam ainda mais soltas do que em Baurets, como revelam as letras (Que tal um cha cha cha / Pra gente se achar…). A sonoridade não fica para trás, a ponto de um ouvinte mais desprevinido (como eu) achar que exagerou no chá…
Embora não sejam tão boas como em Jardim Elétrico, por exemplo, as canções do disco são as mais ousadas d’Os Mutantes em muito tempo. É difícil imaginar que pouco tempo depois Rita deixaria a banda. Muito menos que Arnaldo se afogaria (na lingerie?)
Faixa a faixa:
Vamos Tratar da Saúde: É quase possível ver a fumaça, do chá e das outras substâncias que Os Mutantes usavam para “se tratar”. Nota 8
Beija-Me, Amor: Delícia de paródia, cantada por Rita e Sérgio, só que este na guitarra. Nota 9
Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida: A cozinha Nota 8
Teimosia: Divertida, principalmente pelo vocal de Rita. Nota 7
Frique Comigo: É até difícil de escolher, mas pela letra ganha o título de faixa mais chapada do disco. Nota 7
Amor Branco e Preto: Sambinha de declaração de amor ao Corinthians, que na época era uma espécie de Palmeiras. Nota 7
Tiroleite: Deve ter sido inspirada em fatos reais. Rita e cia chapados, assistindo ao pessoal da Cantareira na labuta diária na fazenda. Nota 8
Tapupukitipa: Prova de que Arnaldo sabia como experimentar sem copiar os gringos. Nota 8
De Novo Aqui Meu Bom José: É a mais “Rita Lee” de todas as canções, com a banda detonando no instrumental e abusando de todos os canais do estúdio. Nota 8
Superfície do Planeta: Essa é Arnaldo na veia. Apoteótica, quase um “The End” d’Os Mutantes, com direito a tiração de sarro no fim. Nota 8
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