Karaokê do tio Gessinger
Classificação: AA
Ano de lançamento: 1989
Melhor música: NAU À DERIVA, entre as inéditas, e qualquer uma do disco ao vivo
Faixas:
- Nau à Deriva
- Alívio Imediato
- A Revolta Dos Dândis I
- A Revolta Dos Dândis II
- Infinita Highway
- A Verdade A Ver Navios
- Toda Forma De Poder
- Terra De Gigantes
- Somos Quem Podemos Ser
- Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém
- Longe Demais Das Capitais
- Tribos E Tribunais
Comentário:
Sempre achei um certo estelionato esses discos ao vivo que trazem uma ou duas músicas inéditas. Pior mesmo só as coletâneas. E as coletâneas que trazem uma ou duas músicas inéditas.
No caso dos Engenheiros, as (ótimas) canções novas poderiam muito bem ser guardadas para reforçar outros discos de estúdio. Porque os fãs não se importariam nem um pouco com a ausência de faixas inéditas.
A esta altura do campeonato, os Engenheiros já contavam com uma legião de seguidores tão fiéis (e chatos) quanto os da outra Legião. O espírito do show gravado no lendário Canecão não poderia estar melhor representada na capa do disco, com a banda esfumaçada em amarelo ao fundo, e o público em primeiro plano.
Chega a ser errado tratar a banda como um trio nos créditos do disco. Cada uma das pessoas que compareceu à gravação participou como “backing vocal” na apresentação. Como não se emocionar com a catarse provocada por Infinita Highway e Terra de Gigantes? Ou não vibrar com a apoteótica versão de A Revolta dos Dândis I e II, entoada quase como um hino?
Não há um só verso que os fãs não cantem junto. Eles parecem até mesmo adivinhar as improvisações de Gessinger em algumas letras. São eles que fazem a diferença e tornam este disco necessário.
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