Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém

Melhor não seguir o conselho…

ouça o que eu digo não ouça ninguem

Classificação: BBB

Ano de lançamento: 1988

Melhor música: SOMOS QUEM PODEMOS SER

Faixas:

  1. Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém (Humberto Gessinger)
  2. Cidade Em Chamas (Humberto Gessinger)
  3. Somos Quem Podemos Ser (Humberto Gessinger)
  4. Sob o Tapete (Humberto Gessinger / Augusto Licks)
  5. Desde Quando? (Humberto Gessinger)
  6. Nunca Se Sabe (Humberto Gessinger)
  7. A Verdade A Ver Navios (Humberto Gessinger)
  8. Tribos E Tribunais (Humberto Gessinger / Augusto Licks)
  9. Pra Entender (Humberto Gessinger)
  10. Quem Diria? (Humberto Gessinger)
  11. Variações Sobre Um Mesmo Tema (Humberto Gessinger / Augusto Licks)

Comentário:

Quando uma banda decide batizar um disco com o nada modesto nome de Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém, pode ter certeza que alguma coisa saiu dos trilhos. No terceiro disco em em três anos, não seria um grande problema se os Engenheiros demonstrassem algum desgaste. O que eu não perdoo é a preguiça intelectual.

Em um sinal de entressafra criativa, Gessinger apela para o caminho mais fácil: o plágio. No caso, das próprias ideias de letras e melodias. E o pior, das letras e melodias do disco lançado no ano anterior! Foi um crime premeditado e sem nenhuma tentativa de disfarce, um homicídio doloso ao bom senso.

É claro que o disco não é ruim. Em alguns momentos, aponta em novas direções para a banda, com rocks mais sólidos que no disco de estreia e boas canções semiacústicas. Mas são pouquíssimos os momentos inesquecíveis. Para quem se mostrou capaz de fazer um disco tão sensacional como Revolta dos Dândis, a barra fica mais alta. Desta vez eles não conseguiram superá-la...

Faixa a faixa:

Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém: Começo promissor com essa boa canção semiacústica de abertura, embora um tanto soberba demais para o meu gosto. Nota 8

Cidade Em Chamas: Boa canção, mas o autoplágio (“Eles têm razão, mas a razão é só o que eles têm”, de Quem tem pressa não se interessa) poderia ser evitado. Nota 8

Somos Quem Podemos Ser: Enfim, uma canção realmente “nova”. Tocou nas rádios na época, mas não chegou a ser um megahit. Nota 9

Sob o Tapete: Se não é grande coisa, pelo menos é um rock do tipo que não se viu em “Revolta dos Dândis”. Nota 8

Desde Quando: Típica canção de Gessinger, um bando de lero-leros genéricos, mas bem arquitetados. Nota 8

Nunca Se Sabe: Violãozinho carrega bem a melodia, mas a canção tem um tom meio genérico demais para marcar. Nota 8

A Verdade A Ver Navios: Título profético, a verdade é que se trata de um autoplágio de “Vozes”. Não tem como dar uma nota maior. Nota 6

Tribos e Tribunais: Típica guitarra de Licks envolve a letra Hermética e Humana de Humberto (e eu Homenageando Humberto, Hein?) Nota 7

Pra Entender: Havia até me esquecido da versão original desta música, bem melhor representada no disco Filmes de Guerra Canções de Amor, anos mais tarde… Nota 7

Quem Diria?: Vamos parar com essa guitarrinha chata, senhor Licks? Nota 5

Variações Sobre Um Mesmo Tema: Deveria dar título ao disco. Mas “Dylan e seus dilemas” é demais, né não, Humberto? Nota 6

Comentários