Várias Variáveis

Herdeiros do pop pobre

várias variáveis

Classificação: BBB

Ano de lançamento: 1991

Melhor música: PIANO BAR

Faixas:

  1. O Sonho É Popular (Humberto Gessinger)
  2. Herdeiro Da Pampa Pobre (Gaúcho Da Fronteira / Vainê Darde)
  3. Sala Vip (Humberto Gessinger)
  4. Piano Bar (Humberto Gessinger)
  5. Ando Só (Humberto Gessinger)
  6. Quartos De Hotel (Humberto Gessinger)
  7. Várias Variáveis (Humberto Gessinger / Augusto Licks / Carlos Maltz)
  8. Sampa No Walkman (Humberto Gessinger)
  9. Muros e Grades (Humberto Gessinger / Augusto Licks)
  10. Museu De Cera (Humberto Gessinger / Augusto Licks)
  11. Curtametragem (Humberto Gessinger / Augusto Licks)
  12. Descendo A Serra (Humberto Gessinger)
  13. Não É Sempre (Humberto Gessinger)
  14. Nunca É Sempre (Humberto Gessinger)

Comentário:

Cinco discos em cinco anos? Parabéns pela produtividade, rapazes! Vocês poderiam ensinar algumas coisinhas para esses artistas da nova geração, que acham esse negócio de lançar discos um negócio extravagante demais…

Um ano depois do mega-blaster-sucesso de O Papa É Pop, os Engenheiros decidiram colocar mais peso no som. Com resultados discutíveis, na minha opinião. Várias canções se provariam muito melhor despidas da guitarra. A produção sofrível (para variar) não ajuda. Mas ninguém pode acusar o grupo de não estar antenado nas tendências musicais. Naquele mesmo ano seria lançado o “Nevermind”, do Nirvana, disco que praticamente ressuscitou o rock.

Embora seja mais regular que o disco anterior, são poucos os momentos inesquecíveis de Várias Variáveis. O destaque absoluto é “Piano Bar”, que traz alguns dos versos mais legais de Humberto Gessinger (“no táxi que me trouxe até aqui / Julio Iglesias me dava razão…”). A canção conseguiu furar a onda sertaneja que começava a contaminar as paradas, cada vez mais paradas, e tocou bem nas rádios na época.

Faixa a faixa:

O Sonho É Popular: Canção na língua do “Pê”, na qual Gessinger é fluente. Nota 7

Herdeiro Da Pampa Pobre: Grande resgate! A canção se encaixa melhor no arranjo pesado que a banda tentou imprimir do que a maioria das canções originais. Nota 9

Sala Vip: Peso um tanto desproporcional. Meio chato esse “Não, nem vem que não tem. Eu não devo nada pra ninguém”… Nota 6

Piano Bar: Sensacional, eu me lembro de ter pirado quando ouvi no rádio pela primeira vez. Nota 10

Ando Só: Como não apreciar uma letra que homenageia John Fante, um dos meus escritores favoritos? Mas a melhor versão só surgiria depois. Nota 7

Quartos De Hotel: O melhor dos rocks do disco. O riff é ótimo e o climax da letra (“iluminado apenas pela letra "H" da palavra HOTEL escrita em neeeeeon”) arrebenta! Nota 9

Várias Variáveis: vinheta. Sem nota

Sampa No Walkman: Com o riff “emprestado” de Quartos de Hotel, funciona bem. Nota 8

Muros e Grades: O Gessingerômetro atinge seu pico aqui. Quem mais poderia ter escrito algo como “um dia super, uma noite super, uma vida superficial”??? Nota 9

Museu De Cera: Não acrescenta muito ao disco. Nota 6

Curtametragem: Momento “videoshow” do disco, com erros de gravação… Mas a música é boa. Nota 8

Descendo a Serra: As curvas da estrada (de Santos?). Inspirada, seria perfeita se não fosse mais um “autoplágio” no fim. Nota 9

Não É Sempre: Esquecível, mas ainda assim muito melhor do que se anda fazendo hoje por aí. Nota 7

Nunca É Sempre: “Acabando o que não tem fim”???. Podia ficar sem essa, Humberto. Nota 4

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