Sem Licks nem documento

Classificação: CC
Ano de lançamento: 1995
Melhor música: LANCE DE DADOS
Faixas:
Comentário:
Para você, meu caro fã de Engenheiros do Hawaii, eu tenho uma boa notícia e pelo menos trinta ruins. Vamos começar pela boa: Simples de Coração é o primeiro disco de estúdio da banda com uma produção decente. Agora, vamos às ruins (senta que lá vem história).
Augusto Licks deixou a banda (e que falta fez!) em um episódio ainda envolto em certo mistério. Eu já ouvi versões de que ele teria processado Gessinger e Maltz pra ficar com o nome da banda, o que seria ridículo, tanto por se tratar de um nome horrível como pelo fato de ele ter ingressado no grupo apenas no segundo disco. Uma variante dessa lenda diz que, ao contrário, teria sido Gessinger o autor de um processo para impedir que Augusto usasse o sobrenome Licks.
Seja qual for a razão, o fato é que os Engenheiros do Hawaii, tal como um dia existiram, estavam mortos. Em meio à turbulência, nada mais normal que a banda levasse dois anos para lançar o próximo disco. Esse, aliás, era o intervalo médio dos lançamentos no mercado. O que não é normal foi o disco que eles lançaram.
Para apagar qualquer vestígio da era Licks nas guitarras, Humberto decidiu recrutar dois guitarristas, sendo um deles o ex-RPM Fernando Deluqui. E para piorar ainda incluiu na banda um acordeon foi gravar o novo disco nos Estados Unidos!
Um disco com esse grupo Frankenstein, sem identidade e com peças desconexas entre si, só poderia dar certo se as canções fossem muito, mas muito boas. Mas o que ocorre é o contrário. As letras de Gessinger desceram a ladeira e vão do preguiçoso ao ridículo, com alguns raros lampejos.
Eu podia ficar aqui o dia inteiro me lamentando desse disco, que até hoje não trouxe da casa dos meus pais (e por lá deve ficar). Mas o faixa a faixa logo abaixo dá melhor conta do drama… E pense que poderia ser ainda pior: eles fizeram uma versão em inglês de Simples de Coração, mas tiveram o mínimo de bom senso de nunca lançar.
Faixa a faixa:
Hora Do Mergulho: O coral com as crianças que abre o disco é o melhor da canção. Nota 6
A Perigo: Mais uma canção na língua do pê? Horrível, teve até clipe (constrangedor, apesar da garota) na época. Nota 4
Simples De Coração: Não é tão ruim, mas as guitarras sempre exageradas e os vocais chorados de Gessinger estragam. Nota 5
Lance De Dados: Uma das poucas que lembram aquela antiga banda que batiza o disco. Nota 7
A Promessa: O hit do disco é um grunge genérico, com refrão tosco e guitarras destrambelhadas. Nota 3
Por Acaso: Tenebrosa, da letra aos efeitos toscos com a guitarra. Nota 2
Ilex Paraguariensis: Se você sobreviveu a “Por Acaso”, consegue respirar um pouco aqui… Nota 7
O Castelo Dos Destinos Cruzados: Uma grata surpresa, uma boa canção e não composta por Gessinger. E o Maltz canta muito! Nota 7
Vícios De Linguagem: “Tche, de que lado tu estás? Ninguém pode ficar no meio do tiroteio…” Sério, Humberto? Em meio ao show de horror, o backing vocal das Waters Sisters é o que menos incomoda. Nota 4
Algo Por Você: “Quem é clone de quem?” Pelo visto, Engenheiros é clone de RPM. Nota 4
Lado a Lado: Se você considera Gessinger um deus, esta é a sua canção. Nota 5
Classificação: CC
Ano de lançamento: 1995
Melhor música: LANCE DE DADOS
Faixas:
- Hora Do Mergulho (Gessinger)
- A Perigo (Gessinger)
- Simples De Coração (Gessinger)
- Lance De Dados (Gessinger)
- A Promessa (Gessinger / Casarin)
- Por Acaso (Gessinger)
- Ilex Paraguariensis (Gessinger)
- O Castelo Dos Destinos Cruzados (Carlos Maltz / Ricardo Horn / Kleber Lúcio)
- Vícios De Linguagem (Gessinger)
- Algo Por Você (Humberto Gessinger / Fernando Deluqui)
- Lado a Lado (Humberto Gessinger / Paulo Casarin)
Comentário:
Para você, meu caro fã de Engenheiros do Hawaii, eu tenho uma boa notícia e pelo menos trinta ruins. Vamos começar pela boa: Simples de Coração é o primeiro disco de estúdio da banda com uma produção decente. Agora, vamos às ruins (senta que lá vem história).
Augusto Licks deixou a banda (e que falta fez!) em um episódio ainda envolto em certo mistério. Eu já ouvi versões de que ele teria processado Gessinger e Maltz pra ficar com o nome da banda, o que seria ridículo, tanto por se tratar de um nome horrível como pelo fato de ele ter ingressado no grupo apenas no segundo disco. Uma variante dessa lenda diz que, ao contrário, teria sido Gessinger o autor de um processo para impedir que Augusto usasse o sobrenome Licks.
Seja qual for a razão, o fato é que os Engenheiros do Hawaii, tal como um dia existiram, estavam mortos. Em meio à turbulência, nada mais normal que a banda levasse dois anos para lançar o próximo disco. Esse, aliás, era o intervalo médio dos lançamentos no mercado. O que não é normal foi o disco que eles lançaram.
Para apagar qualquer vestígio da era Licks nas guitarras, Humberto decidiu recrutar dois guitarristas, sendo um deles o ex-RPM Fernando Deluqui. E para piorar ainda incluiu na banda um acordeon foi gravar o novo disco nos Estados Unidos!
Um disco com esse grupo Frankenstein, sem identidade e com peças desconexas entre si, só poderia dar certo se as canções fossem muito, mas muito boas. Mas o que ocorre é o contrário. As letras de Gessinger desceram a ladeira e vão do preguiçoso ao ridículo, com alguns raros lampejos.
Eu podia ficar aqui o dia inteiro me lamentando desse disco, que até hoje não trouxe da casa dos meus pais (e por lá deve ficar). Mas o faixa a faixa logo abaixo dá melhor conta do drama… E pense que poderia ser ainda pior: eles fizeram uma versão em inglês de Simples de Coração, mas tiveram o mínimo de bom senso de nunca lançar.
Faixa a faixa:
Hora Do Mergulho: O coral com as crianças que abre o disco é o melhor da canção. Nota 6
A Perigo: Mais uma canção na língua do pê? Horrível, teve até clipe (constrangedor, apesar da garota) na época. Nota 4
Simples De Coração: Não é tão ruim, mas as guitarras sempre exageradas e os vocais chorados de Gessinger estragam. Nota 5
Lance De Dados: Uma das poucas que lembram aquela antiga banda que batiza o disco. Nota 7
A Promessa: O hit do disco é um grunge genérico, com refrão tosco e guitarras destrambelhadas. Nota 3
Por Acaso: Tenebrosa, da letra aos efeitos toscos com a guitarra. Nota 2
Ilex Paraguariensis: Se você sobreviveu a “Por Acaso”, consegue respirar um pouco aqui… Nota 7
O Castelo Dos Destinos Cruzados: Uma grata surpresa, uma boa canção e não composta por Gessinger. E o Maltz canta muito! Nota 7
Vícios De Linguagem: “Tche, de que lado tu estás? Ninguém pode ficar no meio do tiroteio…” Sério, Humberto? Em meio ao show de horror, o backing vocal das Waters Sisters é o que menos incomoda. Nota 4
Algo Por Você: “Quem é clone de quem?” Pelo visto, Engenheiros é clone de RPM. Nota 4
Lado a Lado: Se você considera Gessinger um deus, esta é a sua canção. Nota 5
Eai cara, blz? Gostei de ver a discografia do Engenheiros, ficou bem legal. Se for possível, gostaria de ver seus comentários sobre a discografia do Titãs ou do Capital Inicial.
ResponderExcluirLegal, valeu! Tentarei chegar nos Titãs ainda neste ano, vamos ver. Abs!
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