Rock’n Geral

Essa banda tem dono

rock n geral

Classificação: BB

Ano de lançamento: 1987

Melhor música: QUEM ME OLHA SÓ

Faixas:

  1. Amor de Irmão (Cazuza / Dé / Frejat)
  2. Sonhos Que Dinheiro Nenhum Compra (Frejat / Julio Barroso)
  3. Tá Difícil De Aturar (Dé / Frejat)
  4. Completamente Nova (Frejat – adaptação de poema de E. E. Cummings)
  5. Blues Do Abandono (Dé / Frejat / Sérgio Serra)
  6. Me Acalmo, Me Desespero (Frejat / Sério Serra)
  7. Copacabana (Frejat)
  8. Dignidade (Frejat)
  9. Agora Tudo Acabou (B. Womack / S. Womack / versão: Ezequiel Neves / Frejat)
  10. Quem Me Olha Só (Arnaldo Antunes / Frejat)
  11. Contravenção (Frejat / Guto Goffi)

Comentário:

Se você quer democracia numa banda de rock, não venha tocar com Roberto Frejat no Barão Vermelho. Se no primeiro disco pós-Cazuza houve um esboço de poder compartilhado, o guitarrista decidiu assumir de vez as rédeas do grupo em Rock’n Geral.

O fracasso do disco anterior foi a desculpa perfeita para Frejat concentrar toda a força criativa. Ele participa de todas as composições e chega a escrever duas letras sozinho. O tecladista Maurício Barros, único capaz de contrapor o poder dominante, fica isolado e não assina NENHUMA música, algo inédito para o Barão até ali.

O resultado final está longe de ser brilhante, mas mostra uma evolução nítida do Barão. As canções estão bem mais adequadas aos vocais de Frejat e a produção de Liminha dá um floreio pop por todo o disco, que conseguiu perpetrar pelo menos um clássico: “Quem Me Olha Só”, uma das melhores do Barão em todos os tempos.

Mas nada disso foi capaz de fazer o disco desencalhar nas lojas. Por sorte, estamos nos anos 1980, do contrário o Barão provavelmente não teria uma terceira chance para mostrar que poderia ser um produto lucrativo para a gravadora…

Faixa a faixa:

Amor de Irmão: Rock com cara de Barão dos tempos de Cazuza. Não à toa, ele está nos créditos. Nota 8

Sonhos Que Dinheiro Nenhum Compra: Levadinha de funk diverte, mas não vai longe. Nota 7

Tá Difícil De Aturar: Rapazes, encontrem um letrista urgente! Mas acho que tocaria bem na rádio… Nota 6

Completamente Nova: Em busca de letras pra encher o disco, Frejat corre atrás de poemas pra musicar Nota 6

Blues Do Abandono: Ótimo instrumental mostra que o Barão se tornou uma das bandas mais profissionais da geração. Nota 7

Me Acalmo, Me Desespero: Baladão do tipo que Frejat começou a cantar a rodo na carreira solo, duas décadas depois… Nota 5

Copacabana: Frejat assinando música e letra? Que medo… mas até que ele não se sai mal. Nota 6

Dignidade: Mais uma da lavra de Frejat. Canção pop (a vocalização só pode ser coisa do Liminha) que poderia entrar num disco de Cazuza, se tivesse uma letra melhor, claro. Nota 6

Agora Tudo Acabou: Com falta de músicas para completar o disco, por que não uma versão? Nota 6

Quem Me Olha Só: Frejat nasceu pra cantar essa música. Metais em brasa, letra no ponto… tudo funciona com perfeição! Nota 10

Contravenção: Eu fecharia o disco com “Quem me olha só”, mas esta canção é grande! Merecia ser resgatada pela banda. Nota 8

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