Esquema novo
Classificação: AAA
Ano de lançamento: 1966
Melhor música: A BANDA ou OLÊ, OLÁ
Faixas:
Estava à toa na vida e já era fã de Chico Buarque quando esse disco de estreia me chamou. Cantando coisas de amor e uma sequência avassaladora de canções, capazes de me surpreender não importa quantas vezes as ouça.
Tem samba de sobra pra quem sabe sambar. E também pra quem, como eu, não sabe e está longe de ser um fã incondicional do gênero. Ouça de peito aberto.
O disco é musicalmente impecável, mas se destaca ainda mais pelas letras. Chico produz rimas com a genialidade de um Garrincha ao driblar adversários. Como uma espécie de Bob Dylan com suingue, enfileira crônicas amorosas, sociais e musicais com uma originalidade assombrosa.
Se tivesse apenas perpetrado essas 12 canções ou mesmo se tivesse apenas composto “A Banda”, Chico já seria imortal. Mas esse era apenas o começo. Qualquer outro artista levaria apenas notas 10 pelas canções, mas Chico é tão bom que a comparação com ele próprio acaba prejudicando...
Faixa a faixa:
A Banda: Canção audiovisual, é como se viesse com um clipe embutido. Nota 10
Tem Mais Samba: Tem muito samba, letra e suingue! Nota 9
A Rita: Ao contrário da Rita dos Beatles, que só nasceria no ano seguinte, a de Chico não tem nada de “lovely”. Nota 9
Ela e Sua Janela: A clássica imagem da moça na janela, recriada de modo original por Chico. Nota 8
Madalena Foi Pro Mar: Engraçadinha e com charme. Nota 8
Pedro Pedreiro: Irmã mais velha de “Construção”, mas sem morrer na contramão atrapalhando o trânsito. Nota 9
Amanhã, Ninguém Sabe: Traga-me uma morena! Um dos vários clássicos perdidos do disco… Nota 10
Você Não Ouviu: Ouça de peito aberto e sinta a melodia se incorporar à narração da letra. Nota 9
Juca: Uma crônica esperta em formato samba sincopado. Nota 9
Olê, Olá: Sonho de uma noite de samba, com uma melodia que cresce a ponto de quase explodir, só para depois voltar a se recolher… Nota 10
Meu Refrão: Declaração de amor (merecida) ao violão… Nota 9
Sonho de um Carnaval: Um pouco abaixo da média geral, não devia ter sido escolhida pra encerrar o disco. Nota 8
Classificação: AAA
Ano de lançamento: 1966
Melhor música: A BANDA ou OLÊ, OLÁ
Faixas:
- A Banda (Chico Buarque)
- Tem Mais Samba (Chico Buarque)
- A Rita (Chico Buarque)
- Ela e Sua Janela (Chico Buarque)
- Madalena Foi Pro Mar (Chico Buarque)
- Pedro Pedreiro (Chico Buarque)
- Amanhã, Ninguém Sabe (Chico Buarque)
- Você Não Ouviu (Chico Buarque)
- Juca (Chico Buarque)
- Olê, Olá (Chico Buarque)
- Meu Refrão (Chico Buarque)
- Sonho de um Carnaval (Chico Buarque)
Estava à toa na vida e já era fã de Chico Buarque quando esse disco de estreia me chamou. Cantando coisas de amor e uma sequência avassaladora de canções, capazes de me surpreender não importa quantas vezes as ouça.
Tem samba de sobra pra quem sabe sambar. E também pra quem, como eu, não sabe e está longe de ser um fã incondicional do gênero. Ouça de peito aberto.
O disco é musicalmente impecável, mas se destaca ainda mais pelas letras. Chico produz rimas com a genialidade de um Garrincha ao driblar adversários. Como uma espécie de Bob Dylan com suingue, enfileira crônicas amorosas, sociais e musicais com uma originalidade assombrosa.
Se tivesse apenas perpetrado essas 12 canções ou mesmo se tivesse apenas composto “A Banda”, Chico já seria imortal. Mas esse era apenas o começo. Qualquer outro artista levaria apenas notas 10 pelas canções, mas Chico é tão bom que a comparação com ele próprio acaba prejudicando...
Faixa a faixa:
A Banda: Canção audiovisual, é como se viesse com um clipe embutido. Nota 10
Tem Mais Samba: Tem muito samba, letra e suingue! Nota 9
A Rita: Ao contrário da Rita dos Beatles, que só nasceria no ano seguinte, a de Chico não tem nada de “lovely”. Nota 9
Ela e Sua Janela: A clássica imagem da moça na janela, recriada de modo original por Chico. Nota 8
Madalena Foi Pro Mar: Engraçadinha e com charme. Nota 8
Pedro Pedreiro: Irmã mais velha de “Construção”, mas sem morrer na contramão atrapalhando o trânsito. Nota 9
Amanhã, Ninguém Sabe: Traga-me uma morena! Um dos vários clássicos perdidos do disco… Nota 10
Você Não Ouviu: Ouça de peito aberto e sinta a melodia se incorporar à narração da letra. Nota 9
Juca: Uma crônica esperta em formato samba sincopado. Nota 9
Olê, Olá: Sonho de uma noite de samba, com uma melodia que cresce a ponto de quase explodir, só para depois voltar a se recolher… Nota 10
Meu Refrão: Declaração de amor (merecida) ao violão… Nota 9
Sonho de um Carnaval: Um pouco abaixo da média geral, não devia ter sido escolhida pra encerrar o disco. Nota 8

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