Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas

Diversão, arte, violência e paixão



















Classificação: AA

Ano de lançamento: 1987

Melhor música: COMIDA

Faixas:

  1. Todo Mundo Quer Amor (Arnaldo Antunes)
  2. Comida (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
  3. O Inimigo (Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
  4. Corações e Mentes (Sérgio Britto / Marcelo Fromer)
  5. Diversão (Sérgio Britto / Nando Reis)
  6. Infelizmente (Sérgio Britto)
  7. Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas (Nando Reis / Marcelo Fromer)
  8. Mentiras (Sérgio Britto / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
  9. Desordem (Sérgio Britto / Marcelo Fromer / Charles Gavin)
  10. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Charles Gavin / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
  11. Armas pra Lutar (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
  12. Nome aos Bois (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Nando Reis / Tony Bellotto)
  13. Violência (Charles Gavin / Sérgio Britto)

Comentário:

Deve ter sido difícil para os Titãs resistirem à tentação de fazer um "Cabeça Dinossauro 2". Com a receita do bolo nas mãos, empacotar mais uma dúzia de letras provocativas, guitarras em alto volume e escárnio às instituições parecia o caminho óbvio a tomar.

Mas felizmente os oito rapazes, com a mão forte do produtor Liminha, decidiram testar novas águas. Primeiro, do ponto de vista musical, colocando as guitarras lado a lado com sintetizadores e batidas eletrônicas. E segundo, nas letras, agregando novos temas à mensagem da banda. A carta de intenções aparece em “Comida”, que para mim é quase uma tese sociológica em formato de canção, sem perder jamais a ternura (e o apelo pop)...

Apesar de todas as qualidades, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas é um tanto mais irregular quando comparado a Cabeça Dinossauro. O que não deixa de colocar este disco como fundamental em qualquer coleção de rock nacional que se preze.

Faixa a faixa:

Todo Mundo Quer Amor: Forma uma perfeita simetria com “Comida”: ousada, certeira e lírica ao mesmo tempo. Nota 10

Comida: A melhor canção dos Titãs? Não sei, mas certamente é a mais representativa, além de ser um dos melhores momentos de Arnaldo Antunes em toda a carreira. Nota 10

O Inimigo: Canção-vinheta que tira um pouco da intensidade inicial. Nota 7

Corações e Mentes: Testosterona a mil, vigor, violência e paixão em estado bruto. Nota 8

Diversão: Tornou-se um hino titânico, e uma das canções mais bem produzidas daquela tosca década de 1980... Nota 8

Infelizmente: Um “proto-rap” de Sergio Britto, cada vez mais relevante na hierarquia titânica. Nota 8

Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas: OK, Nando Reis, a ideia é boa, mas faltou desenvolver um pouco essa letra. Nota 7

Mentiras: Momento mais pop do disco, acaba prejudicada pela comparação com as demais. Nota 7

Desordem: Guitarras, crítica social e palavras de des(ordem) formam o caldo desse clássico dos Titãs. Nota 9

Lugar Nenhum: Hino internacional da Pátria que Pariu! Simples e direta, lembra os Titãs de Cabeça Dinossauro. Nota 9

Armas pra Lutar: Uma das canções mais raivosas do disco, faz um contraste interessante com a letra. Nota 8

Nome aos Bois: A boa ideia da letra foi melhor aproveitada em “O Pulso”, do disco seguinte. Nota 8

Violência: A faixa bônus do CD é uma boa surpresa, mas às vezes letra e música parecem desencaixados. Nota 7

Momento propaganda:

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