Diversão, arte, violência e paixão
Classificação: AA
Ano de lançamento: 1987
Melhor música: COMIDA
Faixas:
Comentário:
Deve ter sido difícil para os Titãs resistirem à tentação de fazer um "Cabeça Dinossauro 2". Com a receita do bolo nas mãos, empacotar mais uma dúzia de letras provocativas, guitarras em alto volume e escárnio às instituições parecia o caminho óbvio a tomar.
Mas felizmente os oito rapazes, com a mão forte do produtor Liminha, decidiram testar novas águas. Primeiro, do ponto de vista musical, colocando as guitarras lado a lado com sintetizadores e batidas eletrônicas. E segundo, nas letras, agregando novos temas à mensagem da banda. A carta de intenções aparece em “Comida”, que para mim é quase uma tese sociológica em formato de canção, sem perder jamais a ternura (e o apelo pop)...
Apesar de todas as qualidades, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas é um tanto mais irregular quando comparado a Cabeça Dinossauro. O que não deixa de colocar este disco como fundamental em qualquer coleção de rock nacional que se preze.
Faixa a faixa:
Todo Mundo Quer Amor: Forma uma perfeita simetria com “Comida”: ousada, certeira e lírica ao mesmo tempo. Nota 10
Comida: A melhor canção dos Titãs? Não sei, mas certamente é a mais representativa, além de ser um dos melhores momentos de Arnaldo Antunes em toda a carreira. Nota 10
O Inimigo: Canção-vinheta que tira um pouco da intensidade inicial. Nota 7
Corações e Mentes: Testosterona a mil, vigor, violência e paixão em estado bruto. Nota 8
Diversão: Tornou-se um hino titânico, e uma das canções mais bem produzidas daquela tosca década de 1980... Nota 8
Infelizmente: Um “proto-rap” de Sergio Britto, cada vez mais relevante na hierarquia titânica. Nota 8
Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas: OK, Nando Reis, a ideia é boa, mas faltou desenvolver um pouco essa letra. Nota 7
Mentiras: Momento mais pop do disco, acaba prejudicada pela comparação com as demais. Nota 7
Desordem: Guitarras, crítica social e palavras de des(ordem) formam o caldo desse clássico dos Titãs. Nota 9
Lugar Nenhum: Hino internacional da Pátria que Pariu! Simples e direta, lembra os Titãs de Cabeça Dinossauro. Nota 9
Armas pra Lutar: Uma das canções mais raivosas do disco, faz um contraste interessante com a letra. Nota 8
Nome aos Bois: A boa ideia da letra foi melhor aproveitada em “O Pulso”, do disco seguinte. Nota 8
Violência: A faixa bônus do CD é uma boa surpresa, mas às vezes letra e música parecem desencaixados. Nota 7
Momento propaganda:
Vidas passadas, amores não correspondidos, tomates podres. Tudo isso e (um pouco) mais em “Abandonado”, o último romance de Vinícius Pinheiro. Em promoção na Amazon.
Classificação: AA
Ano de lançamento: 1987
Melhor música: COMIDA
Faixas:
- Todo Mundo Quer Amor (Arnaldo Antunes)
- Comida (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
- O Inimigo (Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
- Corações e Mentes (Sérgio Britto / Marcelo Fromer)
- Diversão (Sérgio Britto / Nando Reis)
- Infelizmente (Sérgio Britto)
- Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas (Nando Reis / Marcelo Fromer)
- Mentiras (Sérgio Britto / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
- Desordem (Sérgio Britto / Marcelo Fromer / Charles Gavin)
- Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Charles Gavin / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
- Armas pra Lutar (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
- Nome aos Bois (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Nando Reis / Tony Bellotto)
- Violência (Charles Gavin / Sérgio Britto)
Comentário:
Deve ter sido difícil para os Titãs resistirem à tentação de fazer um "Cabeça Dinossauro 2". Com a receita do bolo nas mãos, empacotar mais uma dúzia de letras provocativas, guitarras em alto volume e escárnio às instituições parecia o caminho óbvio a tomar.
Mas felizmente os oito rapazes, com a mão forte do produtor Liminha, decidiram testar novas águas. Primeiro, do ponto de vista musical, colocando as guitarras lado a lado com sintetizadores e batidas eletrônicas. E segundo, nas letras, agregando novos temas à mensagem da banda. A carta de intenções aparece em “Comida”, que para mim é quase uma tese sociológica em formato de canção, sem perder jamais a ternura (e o apelo pop)...
Apesar de todas as qualidades, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas é um tanto mais irregular quando comparado a Cabeça Dinossauro. O que não deixa de colocar este disco como fundamental em qualquer coleção de rock nacional que se preze.
Faixa a faixa:
Todo Mundo Quer Amor: Forma uma perfeita simetria com “Comida”: ousada, certeira e lírica ao mesmo tempo. Nota 10
Comida: A melhor canção dos Titãs? Não sei, mas certamente é a mais representativa, além de ser um dos melhores momentos de Arnaldo Antunes em toda a carreira. Nota 10
O Inimigo: Canção-vinheta que tira um pouco da intensidade inicial. Nota 7
Corações e Mentes: Testosterona a mil, vigor, violência e paixão em estado bruto. Nota 8
Diversão: Tornou-se um hino titânico, e uma das canções mais bem produzidas daquela tosca década de 1980... Nota 8
Infelizmente: Um “proto-rap” de Sergio Britto, cada vez mais relevante na hierarquia titânica. Nota 8
Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas: OK, Nando Reis, a ideia é boa, mas faltou desenvolver um pouco essa letra. Nota 7
Mentiras: Momento mais pop do disco, acaba prejudicada pela comparação com as demais. Nota 7
Desordem: Guitarras, crítica social e palavras de des(ordem) formam o caldo desse clássico dos Titãs. Nota 9
Lugar Nenhum: Hino internacional da Pátria que Pariu! Simples e direta, lembra os Titãs de Cabeça Dinossauro. Nota 9
Armas pra Lutar: Uma das canções mais raivosas do disco, faz um contraste interessante com a letra. Nota 8
Nome aos Bois: A boa ideia da letra foi melhor aproveitada em “O Pulso”, do disco seguinte. Nota 8
Violência: A faixa bônus do CD é uma boa surpresa, mas às vezes letra e música parecem desencaixados. Nota 7
Momento propaganda:
Vidas passadas, amores não correspondidos, tomates podres. Tudo isso e (um pouco) mais em “Abandonado”, o último romance de Vinícius Pinheiro. Em promoção na Amazon.
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