Realismo mágico
Classificação: AAA
Ano de lançamento: 1971
Melhor música: CONSTRUÇÃO
Faixas:
Comentário:
Quando Chico Buarque (de Hollanda, não o de Orlando) decidiu aparecer na festa tropicalista, a polícia já havia aparecido há muito tempo para acabar com a farra e expulsar os donos da casa. Mas ele não se fez de rogado: ergueu no estúdio dez canções sólidas e gravou um disco como se fosse o último.
Com as vísceras expostas, principalmente em seu lado A “conceitual”, Construção está para a música brasileira como o Sgt Pepper’s, dos Beatles, para o rock. A fusão explosiva de ritmo, realismo e poesia custou caro para Chico, que se tornou um dos artistas mais visados pela censura nos anos seguintes. Mas o resultado valeu a pena.
Com olhos embotados de poesia e ódio, e um bigode que se tornaria sua marca registrada nos anos 1970, Chico nunca foi tão ousado. Quando não há fúria, uma intensa melancolia toma conta de Construção. Porque o clima no país, apesar do dito “milagre econômico”, era mesmo de fim de festa.
Nossos comerciais...
Cheguei a ter a ideia de escrever um romance com uma série de histórias ambientadas nos anos 1960 e 1970. O que sobrou desse projeto que nunca levei adiante eu autopubliquei na Amazon, com o título de Fantasias Tropicais.
Faixa a faixa:
Deus Lhe Pague: Por esta canção violenta, insolente e blasfema, Deus lhe pague, Chico. Nota 10
Cotidiano: O recurso da repetição de versos nunca foi tão bem usado como neste samba psicodélico. O recurso da repetição de usos nunca foi tão bem sambado como neste verso psicodélico... Nota 10
Desalento: Eu entrego os pontos para este samba de cortar os pulsos… Nota 10
Construção: Chico construiu uma capela sistina em formato de música, com suas rimas proparoxítonas e estruturas que se moldam e se remontam como um lego renascentista-pós-moderno. Nota 10
Cordão: Sob a melodia marota, Chico manda o recado para a ditadura. Nota 9
Olha Maria: Belíssima, mas destoa um pouco do resto do disco. Nota 8
Samba de Orly: Mais um torpedo em forma de samba para os “da pesada”… Nota 9
Valsinha: Uma “obra-priminha”, pequena e bela em tudo. Nota 9
Minha História: Versão de uma deliciosa canção italiana que Chico trouxe na bagagem. Nota 9
Acalanto: Canção de ninar para ter pesadelos. Nota 9
Classificação: AAA
Ano de lançamento: 1971
Melhor música: CONSTRUÇÃO
Faixas:
- Deus Lhe Pague (Chico Buarque)
- Cotidiano (Chico Buarque)
- Desalento (Chico Buarque / Vinicius de Moraes)
- Construção (Chico Buarque)
- Cordão (Chico Buarque)
- Olha Maria (Chico Buarque / Vinícius de Moraes / Tom Jobim)
- Samba de Orly (Chico Buarque / Toquinho / Vinícius de Moraes)
- Valsinha (Chico Buarque / Vinícius de Moraes)
- Minha História (Lucio Dalla / Paola Pallotino - versão de Chico Buarque)
- Acalanto (Chico Buarque)
Comentário:
Quando Chico Buarque (de Hollanda, não o de Orlando) decidiu aparecer na festa tropicalista, a polícia já havia aparecido há muito tempo para acabar com a farra e expulsar os donos da casa. Mas ele não se fez de rogado: ergueu no estúdio dez canções sólidas e gravou um disco como se fosse o último.
Com as vísceras expostas, principalmente em seu lado A “conceitual”, Construção está para a música brasileira como o Sgt Pepper’s, dos Beatles, para o rock. A fusão explosiva de ritmo, realismo e poesia custou caro para Chico, que se tornou um dos artistas mais visados pela censura nos anos seguintes. Mas o resultado valeu a pena.
Com olhos embotados de poesia e ódio, e um bigode que se tornaria sua marca registrada nos anos 1970, Chico nunca foi tão ousado. Quando não há fúria, uma intensa melancolia toma conta de Construção. Porque o clima no país, apesar do dito “milagre econômico”, era mesmo de fim de festa.
Nossos comerciais...
Cheguei a ter a ideia de escrever um romance com uma série de histórias ambientadas nos anos 1960 e 1970. O que sobrou desse projeto que nunca levei adiante eu autopubliquei na Amazon, com o título de Fantasias Tropicais.
Faixa a faixa:
Deus Lhe Pague: Por esta canção violenta, insolente e blasfema, Deus lhe pague, Chico. Nota 10
Cotidiano: O recurso da repetição de versos nunca foi tão bem usado como neste samba psicodélico. O recurso da repetição de usos nunca foi tão bem sambado como neste verso psicodélico... Nota 10
Desalento: Eu entrego os pontos para este samba de cortar os pulsos… Nota 10
Construção: Chico construiu uma capela sistina em formato de música, com suas rimas proparoxítonas e estruturas que se moldam e se remontam como um lego renascentista-pós-moderno. Nota 10
Cordão: Sob a melodia marota, Chico manda o recado para a ditadura. Nota 9
Olha Maria: Belíssima, mas destoa um pouco do resto do disco. Nota 8
Samba de Orly: Mais um torpedo em forma de samba para os “da pesada”… Nota 9
Valsinha: Uma “obra-priminha”, pequena e bela em tudo. Nota 9
Minha História: Versão de uma deliciosa canção italiana que Chico trouxe na bagagem. Nota 9
Acalanto: Canção de ninar para ter pesadelos. Nota 9
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