Õ Blésq Blom

O disco ainda pulsa




















Classificação: A

Ano de lançamento: 1989

Melhor música: O PULSO

Faixas:
  1. Introdução por Mauro e Quitéria (Mauro / Quitéria)
  2. Miséria (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto / Paulo Miklos)
  3. Racio Símio (Marcelo Fromer / Nando Reis / Arnaldo Antunes)
  4. O Camelo e o Dromedário (Paulo Miklos / Nando Reis / Tony Bellotto / Marcelo Fromer)
  5. Palavras (Sérgio Britto / Marcelo Fromer)
  6. Medo (Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Arnaldo Antunes)
  7. Natureza Morta (Arnaldo Antunes / Liminha / Branco Mello / Marcelo Fromer / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
  8. Flores (Charles Gavin / Paulo Miklos / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
  9. O Pulso (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
  10. 32 Dentes (Branco Mello / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
  11. Faculdade (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Marcelo Fromer / Nando Reis / Paulo Miklos)
  12. Deus e o Diabo (Nando Reis / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
  13. Vinheta Final por Mauro e Quitéria (Mauro / Quitéria)
Comentário:

A parte final da “trilogia Liminha” (sem contar o disco ao vivo Go Back). E, como em geral acontece nas trilogias, o resultado é o mais fraco da série.

Confesso que guardo um certo ressentimento contra esse disco. E tudo por culpa do Silvio Santos. Isso mesmo. Eu não consigo ouvir Õ Blésq Blom sem me lembrar que os Titãs desbancaram a Legião Urbana e ganharam o Troféu Imprensa de melhor banda do longínquo ano de 1989.

Não foi a única injustiça da noite. Flores ainda desbancou Pais e Filhos e foi eleita a melhor música daquele ano. Ou vai ver é a minha memória que me prega peças, já que a Wikipedia traz Faz Parte do Meu Show, de Cazuza, como a canção vencedora…

Voltando ao disco, ao contrário do que dá a entender o título impronunciável – cortesia de Mauro e Quitéria, a dupla de repentes geniais que os Titãs foram achar no Nordeste –, Õ Blésq Blom é reúne algumas das canções mais pop e assobiáveis de toda a carreira da banda. Embora com sinais de desgaste, os Titãs ainda pulsam.

Faixa a faixa:

Introdução / Vinheta final por Mauro e Quitéria: As músicas de Mauro e Quitéria são mais compreensíveis do que algumas que os Titãs vieram a cometer anos mais tarde… Nota 10

Miséria: Em qualquer canto, uma canção que insiste em permanecer atual. Nota 10

Racio Símio: Um bando de ditos populares zoados nesta canção um tanto cansativa. Nota 7

O Camelo e o Dromedário: Podia servir de trilha sonora para um documentário National Geographic. Nota 6

Palavras: Palavras não são más nem boas. Igual a esta canção. Nota 7

Medo: Titãs (e Arnaldo Antunes) na melhor forma: pesados, ousados e provocadores. Nota 10

Natureza Morta: Quase uma média de um compositor para cada segundo desta vinheta. Nota 8

Flores: Funeral para um amigo (o amor sangra). Nota 10

O Pulso: Não sei como nenhum laboratório ainda não comprou os direitos desta obra prima da musifarmacologia… Nota 10

32 Dentes: Uma homenagem aos dentes do siso de Branco Mello? Nota 8

Faculdade: Relembra aquelas musiquinhas insossas do disco de estreia dos Titãs. Nota 6

Deus e o Diabo: Também podia se chamar “O Homem e a Mulher” (ou vice-versa). Nota 8

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