Nem sempre se pode ser Titãs
Classificação: CCC
Ano de lançamento: 1993
Melhor música: DISNEYLÂNDIA
Faixas:
Pode se acusar os Titãs de qualquer coisa, menos de propaganda enganosa. Quem, como eu, comprou Titanomaquia na época do lançamento sabia que Arnaldo Antunes deixara a banda para seguir em carreira solo. E que o grupo contratara o americano Jack Endino, produtor do primeiro e genialmente tosco disco do Nirvana, para dar uma cara ao sucessor de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora.
As letras do disco também são claras: os Titãs não queriam fazer igual, queriam fazer pior. E foram muito bem sucedidos. Sobre guitarras pesadas, num misto de grunge com metal, a banda cospe um monte de bobagens e palavrões sem nenhum tipo de reflexão.
Se você comprou o disco e agora não pode pedir o dinheiro de volta, existe alguns consolos. Primeiro, no que se propõe a fazer, Titanomaquia é um dos discos mais consistentes da banda, e um dos mais bem produzidos. E algumas canções divertem, principalmente as primeiras, que guardam alguma pegada pop.
Para encerrar, um registro histórico sem importância nenhuma: "Titanomaquia" foi um dos últimos discos que comprei em vinil na adolescência. Pouco depois eu ganharia um aparelho de CD, e só veria a cor dos bolachões, incluindo este dos Titãs, duas décadas depois, quando embarquei na “modinha” da volta dos velhos discos.
Faixa a faixa:
Será que é isso o que eu Necessito?: Um dos melhores rocks dos Titãs, com peso e força na medida certa. Nota 8
Nem Sempre se Pode Ser Deus: Um punk pesado e bem grunge, bem ao estilo do produtor. Nota 8
Disneylândia: A melhor letra do disco, com a nítida impressão digital de Arnaldo Antunes, antecipa o movimento de globalização que estava para explodir. Nota 8
Hereditário: O tecladinho do começo é o momento mais singelo do disco, assim como a voz de Nando Reis… Nota 8
Estados Alterados da Mente: O caldo começa a entornar, mas ainda rende. Nota 6
Agonizando: Sergio Britto dando uma de Max Cavalera fora da Sepultura… Nota 4
De Olhos Fechados: Dá vontade de tapar os ouvidos… Nota 3
Fazer o Quê?: Se você ignorar a letra, dá pra bater cabeça sem muita culpa… Nota 5
A Verdadeira Mary Poppins: Fedendo, apodrecendo, mas pelo menos dando porrada… Nota 6
Felizes são os Peixes: Verdade, debaixo d’água eles não precisam ouvir esta canção… Nota 5
Tempo pra Gastar: Tempo perdido pra quem ouve… Nota 4
Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia: A letra, inspirada no Marques de Sade, se encaixa bem no espírito do disco. Nota 7
Taxidermia: Se tivessem mantido esse nível no resto do disco, minha nota seria melhor… Nota 7
Classificação: CCC
Ano de lançamento: 1993
Melhor música: DISNEYLÂNDIA
Faixas:
- Será que é Isso o que eu Necessito? (Titãs)
- Nem Sempre se Pode Ser Deus (Titãs)
- Disneylândia (Titãs / Arnaldo Antunes)
- Hereditário (Titãs / Arnaldo Antunes)
- Estados Alterados da Mente (Titãs)
- Agonizando (Titãs)
- De Olhos Fechados (Titãs / Arnaldo Antunes)
- Fazer o Quê? (Titãs)
- A Verdadeira Mary Poppins (Titãs)
- Felizes são os Peixes (Titãs)
- Tempo pra Gastar (Titãs)
- Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia (Titãs)
- Taxidermia (Titãs)
Pode se acusar os Titãs de qualquer coisa, menos de propaganda enganosa. Quem, como eu, comprou Titanomaquia na época do lançamento sabia que Arnaldo Antunes deixara a banda para seguir em carreira solo. E que o grupo contratara o americano Jack Endino, produtor do primeiro e genialmente tosco disco do Nirvana, para dar uma cara ao sucessor de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora.
As letras do disco também são claras: os Titãs não queriam fazer igual, queriam fazer pior. E foram muito bem sucedidos. Sobre guitarras pesadas, num misto de grunge com metal, a banda cospe um monte de bobagens e palavrões sem nenhum tipo de reflexão.
Se você comprou o disco e agora não pode pedir o dinheiro de volta, existe alguns consolos. Primeiro, no que se propõe a fazer, Titanomaquia é um dos discos mais consistentes da banda, e um dos mais bem produzidos. E algumas canções divertem, principalmente as primeiras, que guardam alguma pegada pop.
Para encerrar, um registro histórico sem importância nenhuma: "Titanomaquia" foi um dos últimos discos que comprei em vinil na adolescência. Pouco depois eu ganharia um aparelho de CD, e só veria a cor dos bolachões, incluindo este dos Titãs, duas décadas depois, quando embarquei na “modinha” da volta dos velhos discos.
Faixa a faixa:
Será que é isso o que eu Necessito?: Um dos melhores rocks dos Titãs, com peso e força na medida certa. Nota 8
Nem Sempre se Pode Ser Deus: Um punk pesado e bem grunge, bem ao estilo do produtor. Nota 8
Disneylândia: A melhor letra do disco, com a nítida impressão digital de Arnaldo Antunes, antecipa o movimento de globalização que estava para explodir. Nota 8
Hereditário: O tecladinho do começo é o momento mais singelo do disco, assim como a voz de Nando Reis… Nota 8
Estados Alterados da Mente: O caldo começa a entornar, mas ainda rende. Nota 6
Agonizando: Sergio Britto dando uma de Max Cavalera fora da Sepultura… Nota 4
De Olhos Fechados: Dá vontade de tapar os ouvidos… Nota 3
Fazer o Quê?: Se você ignorar a letra, dá pra bater cabeça sem muita culpa… Nota 5
A Verdadeira Mary Poppins: Fedendo, apodrecendo, mas pelo menos dando porrada… Nota 6
Felizes são os Peixes: Verdade, debaixo d’água eles não precisam ouvir esta canção… Nota 5
Tempo pra Gastar: Tempo perdido pra quem ouve… Nota 4
Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia: A letra, inspirada no Marques de Sade, se encaixa bem no espírito do disco. Nota 7
Taxidermia: Se tivessem mantido esse nível no resto do disco, minha nota seria melhor… Nota 7

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