Titanomaquia

Nem sempre se pode ser Titãs




















Classificação: CCC

Ano de lançamento: 1993

Melhor música: DISNEYLÂNDIA

Faixas:
  1. Será que é Isso o que eu Necessito? (Titãs)
  2. Nem Sempre se Pode Ser Deus (Titãs)
  3. Disneylândia (Titãs / Arnaldo Antunes)
  4. Hereditário (Titãs / Arnaldo Antunes)
  5. Estados Alterados da Mente (Titãs)
  6. Agonizando (Titãs)
  7. De Olhos Fechados (Titãs / Arnaldo Antunes)
  8. Fazer o Quê? (Titãs)
  9. A Verdadeira Mary Poppins (Titãs)
  10. Felizes são os Peixes (Titãs)
  11. Tempo pra Gastar (Titãs)
  12. Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia (Titãs)
  13. Taxidermia (Titãs)
Comentário:

Pode se acusar os Titãs de qualquer coisa, menos de propaganda enganosa. Quem, como eu, comprou Titanomaquia na época do lançamento sabia que Arnaldo Antunes deixara a banda para seguir em carreira solo. E que o grupo contratara o americano Jack Endino, produtor do primeiro e genialmente tosco disco do Nirvana, para dar uma cara ao sucessor de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora.

As letras do disco também são claras: os Titãs não queriam fazer igual, queriam fazer pior. E foram muito bem sucedidos. Sobre guitarras pesadas, num misto de grunge com metal, a banda cospe um monte de bobagens e palavrões sem nenhum tipo de reflexão.

Se você comprou o disco e agora não pode pedir o dinheiro de volta, existe alguns consolos. Primeiro, no que se propõe a fazer, Titanomaquia é um dos discos mais consistentes da banda, e um dos mais bem produzidos. E algumas canções divertem, principalmente as primeiras, que guardam alguma pegada pop.

Para encerrar, um registro histórico sem importância nenhuma: "Titanomaquia" foi um dos últimos discos que comprei em vinil na adolescência. Pouco depois eu ganharia um aparelho de CD, e só veria a cor dos bolachões, incluindo este dos Titãs, duas décadas depois, quando embarquei na “modinha” da volta dos velhos discos.

Faixa a faixa:

Será que é isso o que eu Necessito?: Um dos melhores rocks dos Titãs, com peso e força na medida certa. Nota 8

Nem Sempre se Pode Ser Deus: Um punk pesado e bem grunge, bem ao estilo do produtor. Nota 8

Disneylândia: A melhor letra do disco, com a nítida impressão digital de Arnaldo Antunes, antecipa o movimento de globalização que estava para explodir. Nota 8

Hereditário: O tecladinho do começo é o momento mais singelo do disco, assim como a voz de Nando Reis… Nota 8

Estados Alterados da Mente: O caldo começa a entornar, mas ainda rende. Nota 6

Agonizando: Sergio Britto dando uma de Max Cavalera fora da Sepultura… Nota 4

De Olhos Fechados: Dá vontade de tapar os ouvidos… Nota 3

Fazer o Quê?: Se você ignorar a letra, dá pra bater cabeça sem muita culpa… Nota 5

A Verdadeira Mary Poppins: Fedendo, apodrecendo, mas pelo menos dando porrada… Nota 6

Felizes são os Peixes: Verdade, debaixo d’água eles não precisam ouvir esta canção… Nota 5

Tempo pra Gastar: Tempo perdido pra quem ouve… Nota 4

Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia: A letra, inspirada no Marques de Sade, se encaixa bem no espírito do disco. Nota 7

Taxidermia: Se tivessem mantido esse nível no resto do disco, minha nota seria melhor… Nota 7

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