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Classificação: C
Ano de lançamento: 1998
Melhor música: SUA IMPOSSÍVEL CHANCE
Faixas:
Imaginem, caros e raros leitores, se Pablo Picasso decidisse, lá no começo da carreira, permanecer indefinidamente em sua fase azul. Se não decidisse ousar para além de um estilo ainda convencional, o pintor espanhol jamais brindaria a humanidade com suas Demoiselles d'Avignon nem evoluiria até o cubismo, para revolucionar tudo o que conhecemos hoje sobre artes.
Um dos pecados capitais para qualquer artista é se render ao comodismo e não mexer em time que está ganhando (dinheiro). E poucas obras musicais representam tão bem um grupo de artistas acomodados quanto Volume Dois. O disco que os Titãs lançaram na esteira do sucesso arrasa-quarteirão que foi o Acústico nada mais é que uma repetição da fórmula que alterna versões acústicas de sucessos antigos e meia dúzia de composições novas.
Tudo bem, nunca foi a intenção da banda fazer deste um disco revolucionário como Cabeça Dinossauro. Mas foi justamente a capacidade dos Titãs de se reinventarem ao longo dos primeiros anos de carreira uma das maiores virtudes da banda.
Juntando os cacos, restam aqui apenas duas boas canções novas (leia abaixo). Nem mesmo o produtor Liminha foi capaz de evitar a catástrofe desta vez. E quando digo catástrofe, me refiro apenas à catástrofe artística, por que Volume Dois vendeu muito bem, obrigado…
Faixa a faixa (apenas as inéditas):
Sua Impossível Chance: Quando você se prepara para tirar o disco da vitrola depois das duas primeiras músicas (crianças, se não entenderam a referência, cliquem aqui), há sempre uma chance de o impossível rolar! No caso, uma grande canção! Nota 9
Amanhã Não Se Sabe: Boa canção de Sérgio Britto, que tocaria em qualquer rádio a qualquer momento. Nota 8
Caras como Eu: E pensar que o compositor desta cançãozinha sem graça é o mesmo de Polícia… Nota 6
Senhora e Senhor: Canção burocrática, feita por roqueiros velhos antes de morrer… Nota 5
Era uma Vez: Começo, meio e final infelizes… Nota 4
Eu e Ela: Os fãs adoram, mas eu acho só mais uma das muitas baladas que Nando Reis fez na carreira. Nota 6
É Preciso Saber Viver: Por alguma razão bizarra, os Titãs cortam um trecho da letra nesta regravação. Nem o próprio Roberto faria pior. Nota 5
Senhor Delegado: Titãs, eu não aguento vocês tentando cantar samba… Nota 5
Classificação: C
Ano de lançamento: 1998
Melhor música: SUA IMPOSSÍVEL CHANCE
Faixas:
- Sonífera Ilha (Branco Mello / Carlos Barmack / Ciro Pessoa / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
- Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Charles Gavin / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
- Sua Impossível Chance (Nando Reis)
- Desordem (Charles Gavin / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
- Não Vou me Adaptar (Arnaldo Antunes)
- Domingo (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
- Amanhã Não Se Sabe (Sérgio Britto)
- Caras como Eu (Tony Bellotto)
- Senhora e Senhor (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Paulo Miklos)
- Era uma Vez (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
- Miséria (Arnaldo Antunes / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
- Insensível (Sérgio Britto)
- Eu e Ela (Nando Reis)
- Toda Cor (Carlos Barmack / Ciro Pessoa / Marcelo Fromer)
- É Preciso Saber Viver (Erasmo Carlos / Roberto Carlos)
- Senhor Delegado / Eu Não Aguento (Antoninho Lopes / Jaú / Sérgio Boneka / Clover Over / Trambolhinho)
Imaginem, caros e raros leitores, se Pablo Picasso decidisse, lá no começo da carreira, permanecer indefinidamente em sua fase azul. Se não decidisse ousar para além de um estilo ainda convencional, o pintor espanhol jamais brindaria a humanidade com suas Demoiselles d'Avignon nem evoluiria até o cubismo, para revolucionar tudo o que conhecemos hoje sobre artes.
Um dos pecados capitais para qualquer artista é se render ao comodismo e não mexer em time que está ganhando (dinheiro). E poucas obras musicais representam tão bem um grupo de artistas acomodados quanto Volume Dois. O disco que os Titãs lançaram na esteira do sucesso arrasa-quarteirão que foi o Acústico nada mais é que uma repetição da fórmula que alterna versões acústicas de sucessos antigos e meia dúzia de composições novas.
Tudo bem, nunca foi a intenção da banda fazer deste um disco revolucionário como Cabeça Dinossauro. Mas foi justamente a capacidade dos Titãs de se reinventarem ao longo dos primeiros anos de carreira uma das maiores virtudes da banda.
Juntando os cacos, restam aqui apenas duas boas canções novas (leia abaixo). Nem mesmo o produtor Liminha foi capaz de evitar a catástrofe desta vez. E quando digo catástrofe, me refiro apenas à catástrofe artística, por que Volume Dois vendeu muito bem, obrigado…
Faixa a faixa (apenas as inéditas):
Sua Impossível Chance: Quando você se prepara para tirar o disco da vitrola depois das duas primeiras músicas (crianças, se não entenderam a referência, cliquem aqui), há sempre uma chance de o impossível rolar! No caso, uma grande canção! Nota 9
Amanhã Não Se Sabe: Boa canção de Sérgio Britto, que tocaria em qualquer rádio a qualquer momento. Nota 8
Caras como Eu: E pensar que o compositor desta cançãozinha sem graça é o mesmo de Polícia… Nota 6
Senhora e Senhor: Canção burocrática, feita por roqueiros velhos antes de morrer… Nota 5
Era uma Vez: Começo, meio e final infelizes… Nota 4
Eu e Ela: Os fãs adoram, mas eu acho só mais uma das muitas baladas que Nando Reis fez na carreira. Nota 6
É Preciso Saber Viver: Por alguma razão bizarra, os Titãs cortam um trecho da letra nesta regravação. Nem o próprio Roberto faria pior. Nota 5
Senhor Delegado: Titãs, eu não aguento vocês tentando cantar samba… Nota 5

A versão de É Preciso Saber Viver dos Titãs é igual a do Roberto. O trecho que eles cortaram só aparece na versão do Erasmo Carlos
ResponderExcluirNão sabia disso, vou pesquisar. Mas eu não podia perder a piada...
ExcluirValeu e abs