De la cachaça e de suor
Classificação: A
Ano de lançamento: 1990
Melhor música: JOANA FRANCESA (ou qualquer outra…)
Faixas:
Comentário:
É provável que Chico Buarque já tenha explicado em algum lugar por que só veio a lançar o primeiro disco ao vivo “solo” depois de 25 anos de carreira. Eu tenho minhas próprias teorias:
a) Com um repertório tão extraordinário, ele simplesmente não conseguia escolher que músicas incluir no registro de uma apresentação;
b) Lançar um disco ao vivo foi o jeito que ele arrumou para enrolar a gravadora enquanto escrevia o romance Estorvo, lançado no seguinte.
c) A insegurança ou perfeccionismo (my favorite sin…) o impediram de lançar um disco ao vivo antes.
Enfim... até 1990, quando saiu o vinil duplo Paris Le Zenith, a voz de Chico diante de uma plateia só podia ser ouvida nos álbuns que lançou com Caetano e Maria Bethânia. Então você pode imaginar o burburinho que não fez esse disco na época do lançamento.
Para um garoto que ainda engatinhava na descoberta do rock como eu, a comoção foi zero. Foi apenas anos mais tarde que eu vim a usar este disco como porta de entrada para a obra de Chico. E não poderia haver introdução melhor.
A seleção das canções é fantástica. Primeiro, por ter deixado de fora as músicas do disco de 1989, o mais fraco dele até então. E, principalmente, pelo resgate de canções imortais que ele jamais havia registrado na discografia “oficial”, como Joana Francesa, O Que Será? e João e Maria.
Seja qual for a razão para a demora em lançar discos ao vivo, Chico deve ter gostado da coisa. Desde então lançou outros três álbuns nesse formato. Nenhum deles nem de perto tão bom quanto Le Zenith…
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Classificação: A
Ano de lançamento: 1990
Melhor música: JOANA FRANCESA (ou qualquer outra…)
Faixas:
- Apresentação / Desalento (Chico Buarque / Vinícius de Moraes)
- A Rita (Chico Buarque)
- Samba do Grande Amor (Chico Buarque)
- Gota d'Água (Chico Buarque)
- As Vitrines (Chico Buarque)
- A Volta do Malandro (Chico Buarque)
- Partido Alto (Chico Buarque)
- Sem Compromisso (Geraldo Pereira / Nelson Trigueiro)
- Deixa a Menina (Chico Buarque)
- Suburbano Coração (Chico Buarque)
- Palavra de Mulher (Chico Buarque)
- Todo o Sentimento (Chico Buarque / Cristóvão Bastos)
- Joana Francesa (Chico Buarque)
- Rio 42 (Chico Buarque)
- Não Existe Pecado ao Sul do Equador (Chico Buarque / Ruy Guerra)
- Brejo da Cruz (Chico Buarque)
- O Que Será? (À Flor da Pele) (Chico Buarque)
- Vai Passar (Chico Buarque / Francis Hime)
- Samba de Orly (Chico Buarque / Toquinho / Vinícius de Moraes)
- João e Maria (Chico Buarque / Sivuca)
- Eu Quero um Samba / Essa Moça Tá Diferente (Haroldo Barbosa - Janet de Almeida / Chico Buarque)
Comentário:
É provável que Chico Buarque já tenha explicado em algum lugar por que só veio a lançar o primeiro disco ao vivo “solo” depois de 25 anos de carreira. Eu tenho minhas próprias teorias:
a) Com um repertório tão extraordinário, ele simplesmente não conseguia escolher que músicas incluir no registro de uma apresentação;
b) Lançar um disco ao vivo foi o jeito que ele arrumou para enrolar a gravadora enquanto escrevia o romance Estorvo, lançado no seguinte.
c) A insegurança ou perfeccionismo (my favorite sin…) o impediram de lançar um disco ao vivo antes.
Enfim... até 1990, quando saiu o vinil duplo Paris Le Zenith, a voz de Chico diante de uma plateia só podia ser ouvida nos álbuns que lançou com Caetano e Maria Bethânia. Então você pode imaginar o burburinho que não fez esse disco na época do lançamento.
Para um garoto que ainda engatinhava na descoberta do rock como eu, a comoção foi zero. Foi apenas anos mais tarde que eu vim a usar este disco como porta de entrada para a obra de Chico. E não poderia haver introdução melhor.
A seleção das canções é fantástica. Primeiro, por ter deixado de fora as músicas do disco de 1989, o mais fraco dele até então. E, principalmente, pelo resgate de canções imortais que ele jamais havia registrado na discografia “oficial”, como Joana Francesa, O Que Será? e João e Maria.
Seja qual for a razão para a demora em lançar discos ao vivo, Chico deve ter gostado da coisa. Desde então lançou outros três álbuns nesse formato. Nenhum deles nem de perto tão bom quanto Le Zenith…
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