Farto do Rock and Roll
Classificação: B
Ano de lançamento: 1989
Melhor música: VALSA BRASILEIRA
Faixas:
Comentário:
Confesso que me deu uma preguiça danada de escrever sobre esse disco. Mais ou menos no espírito de Chico Buarque lá pelos idos de 1989. Ele parecia cansado dessa rotina de lançar discos, fazer shows, lançar discos, fazer shows…
Para cumprir mais um compromisso com a gravadora, ele recorreu ao que tinha à mão: reciclou quatro canções e compôs outras seis. Isso não seria problema se as músicas não saíssem com uma produção burocrática, para tocar em algum elevador de repartição pública.
Nem mesmo o título é original. Mais uma vez traz na capa apenas o nome dele estampada com uma foto qualquer (Chico, você não é Roberto Carlos!).
Mesmo com todos esses problemas, Chico Buarque (1989) está longe de ser um disco ruim. Sem demonstrar grande esforço, ele ainda é capaz de trazer ao mundo pérolas como O Futebol e Valsa Brasileira.
A explicação para o “descaso” de Chico com a música viria dois anos mais tarde. Em 1991 ele estrearia na literatura com o romance Estorvo. Nem todos gostam do livro, mas eu considero esse relato caleidoscópico um dos melhores momentos do Chico no território da prosa.
Quase tão bom e consagrado quanto um romance lançado no ano passado e cujo link para compra se encontra logo abaixo…
Links legais:
- Ouça Chico Buarque (1989)
- Compre Estorvo, de Chico Buarque
- Compre Abandonado, de Vinícius Pinheiro
Faixa a faixa:
Morro Dois Irmãos: Bonita, sem dúvida. Mas um tanto monótona… Nota 7
Trapaças: Nem tão bonita e no mesmo tom monótono… Nota 6
Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa: Nem a parceria com Edu Lobo tira o disco do marasmo… Nota 6
Baticum: A parceria com Gil tinha tudo para dar uma sacudida no disco, mas afunda na produção burocrática. Nota 7
A Permuta dos Santos: A melodia de Edu Lobo dá uma levantada na canção. Nota 7
O Futebol: Bela como um drible de Mané, mas não o suficiente para atenuar o clima de repartição pública do disco. Nota 8
A Mais Bonita: Um dos poucos momentos em que lirismo e melodia se fundem com perfeição. A participação de Bebel Gilberto ajuda. Nota 8
Uma Palavra: Como um virtuose, Chico mostra uma habilidade cartesiana com os versos, mas falta emoção. Nota 7
Tanta Saudade: Vale pela curiosidade da parceria de Chico com Djavan. Nota 7
Valsa Brasileira: Um dos momentos mais inspirados do disco, da carreira de Chico e quiçá uma das mais belas letras já escritas na língua de Camões… Nota 10
Classificação: B
Ano de lançamento: 1989
Melhor música: VALSA BRASILEIRA
Faixas:
- Morro Dois Irmãos (Chico Buarque)
- Trapaças (Chico Buarque)
- Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa (Meio-Dia, Meia-Lua) (Chico Buarque / Edu Lobo)
- Baticum (Chico Buarque / Gilberto Gil)
- A Permuta dos Santos (Chico Buarque / Edu Lobo)
- O Futebol (Chico Buarque)
- A Mais Bonita (Chico Buarque)
- Uma Palavra (Chico Buarque)
- Tanta Saudade (Chico Buarque / Djavan)
- Valsa Brasileira (Chico Buarque / Edu Lobo)
Confesso que me deu uma preguiça danada de escrever sobre esse disco. Mais ou menos no espírito de Chico Buarque lá pelos idos de 1989. Ele parecia cansado dessa rotina de lançar discos, fazer shows, lançar discos, fazer shows…
Para cumprir mais um compromisso com a gravadora, ele recorreu ao que tinha à mão: reciclou quatro canções e compôs outras seis. Isso não seria problema se as músicas não saíssem com uma produção burocrática, para tocar em algum elevador de repartição pública.
Nem mesmo o título é original. Mais uma vez traz na capa apenas o nome dele estampada com uma foto qualquer (Chico, você não é Roberto Carlos!).
Mesmo com todos esses problemas, Chico Buarque (1989) está longe de ser um disco ruim. Sem demonstrar grande esforço, ele ainda é capaz de trazer ao mundo pérolas como O Futebol e Valsa Brasileira.
A explicação para o “descaso” de Chico com a música viria dois anos mais tarde. Em 1991 ele estrearia na literatura com o romance Estorvo. Nem todos gostam do livro, mas eu considero esse relato caleidoscópico um dos melhores momentos do Chico no território da prosa.
Quase tão bom e consagrado quanto um romance lançado no ano passado e cujo link para compra se encontra logo abaixo…
Links legais:
- Ouça Chico Buarque (1989)
- Compre Estorvo, de Chico Buarque
- Compre Abandonado, de Vinícius Pinheiro
Faixa a faixa:
Morro Dois Irmãos: Bonita, sem dúvida. Mas um tanto monótona… Nota 7
Trapaças: Nem tão bonita e no mesmo tom monótono… Nota 6
Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa: Nem a parceria com Edu Lobo tira o disco do marasmo… Nota 6
Baticum: A parceria com Gil tinha tudo para dar uma sacudida no disco, mas afunda na produção burocrática. Nota 7
A Permuta dos Santos: A melodia de Edu Lobo dá uma levantada na canção. Nota 7
O Futebol: Bela como um drible de Mané, mas não o suficiente para atenuar o clima de repartição pública do disco. Nota 8
A Mais Bonita: Um dos poucos momentos em que lirismo e melodia se fundem com perfeição. A participação de Bebel Gilberto ajuda. Nota 8
Uma Palavra: Como um virtuose, Chico mostra uma habilidade cartesiana com os versos, mas falta emoção. Nota 7
Tanta Saudade: Vale pela curiosidade da parceria de Chico com Djavan. Nota 7
Valsa Brasileira: Um dos momentos mais inspirados do disco, da carreira de Chico e quiçá uma das mais belas letras já escritas na língua de Camões… Nota 10

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