Uma Palavra

Ele desatinou


Classificação: C

Ano de lançamento: 1995

Melhor música: A ROSA (mas a vontade é não escolher nenhuma)

Faixas:
  1. Estação Derradeira (Chico Buarque)
  2. Morro Dois Irmãos (Chico Buarque)
  3. Ela é Dançarina (Chico Buarque)
  4. Samba e Amor (Chico Buarque)
  5. A Rosa (Chico Buarque)
  6. Joana Francesa (Chico Buarque)
  7. O Futebol (Chico Buarque)
  8. Ela Desatinou (Chico Buarque)
  9. Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque)
  10. Pelas Tabelas (Chico Buarque)
  11. Eu Te Amo (Chico Buarque / Tom Jobim)
  12. Valsa Brasileira (Chico Buarque / Edu Lobo)
  13. Amor Barato (Chico Buarque / Francis Hime)
  14. Vida (Chico Buarque)
  15. Uma Palavra (Chico Buarque)

Comentário:

Existem discos que eu gosto e discos que eu não gosto. E existe Uma Palavra, essa infâmia que Chico cometeu em 1995. Foi quando ele teve uma ideia que ninguém teve a coragem de dizer que era ridícula: regravar em estúdio algumas canções, com arranjos e andamentos modificados.

Desconfio que, na verdade, esse tenha sido apenas o pretexto usado por Chico para drilblar a obrigação contratual de entregar um novo disco para a gravadora. Nessa época, ele já devia estar doido para se trancar em seu cafofo parisiense e escrever um novo romance.

Por que penso assim? Primeiro, pela seleção das músicas que ele escolheu para serem “melhoradas”. Qual o critério? Nenhum, além do fato de todas terem feito parte de turnês recentes. Ou seja, só entraram canções que a banda de Chico já sabia tocar de trás para frente e não perderia muito tempo para gravar.

Segundo, porque as intervenções em todas (sim, todas) as faixas foram para pior. Os novos arranjos variam entre releituras emboloradas e verdadeiros atentados à humanidade. E terceiro, porque Benjamim, o segundo romance de Chico, não tardaria a aparecer nas estantes das livrarias...

A perda só não é total graças ao registro de A Rosa, que ainda estava fora da discografia do Chico. Vale a pena comparar com a curiosa versão que foi tema de uma novela da Band (!)

É claro que, se você não tem os discos em que as músicas saíram originalmente, vai se divertir um pouco com Uma Palavra. Chico Buarque precisaria de ainda mais talento para destruir todo um repertório construído tijolo por tijolo num desenho tão mágico...

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